terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Insustentável peso da Gravidade

Quase toda a gente já ouviu falar da “Insustentável leveza do ser”, e muitos com certeza já sentiram os efeitos do “Insustentável peso da gravidade”, mas ou não se aperceberam, ou não se preocuparam com isso.

Quantos de nós que nos dedicamos à corrida não sofre pelo facto de ter que transportar consigo um ENORME fardo, o seu próprio corpo, isto porque tem excesso de peso?

Muitas das vezes calçamos as sapatilhas e vamos para a rua treinar, ou participar numa prova, e não conseguimos aumentar a velocidade e chegamos ao fim totalmente exaustos porque temos aqueles quilos a mais.

Claro que a corrida, como qualquer exercício físico, ajuda a queimar calorias e a perder peso, mas para nos livrarmos do peso excessivo devemos fazê-lo não só pelo exercício físico, mas também pela alteração da nossa alimentação, corrigindo aqueles erros que nos obrigam a arrastar os pés numa qualquer prova ou treino.

Eu sei que é difícil deixar as batatas fritas, o pão, os doces, o chocolate, as bebidas alcoólicas, as massas e pastas, as pizzas e toda aquela fast food que nos persegue por todo o lado e as litradas e litradas de refrigerantes, e aumentar o consumo de legumes, fibras, fruta e proteínas (peixe e/ou carne).

Eu sei que ao lerem isto vão pensar que não vale a pena tão grande esforço, e desenganem-se os que achem que sou um radical. 

Nada disso. Trata-se apenas de ter um objectivo e de ter força de vontade para o atingir. Claro que as restrições que mencionem acima não devem de ser aplicadas de forma fundamentalista, mas sim eliminar o consumo excessivo de alguns alimentos, substituindo-os por outros mais saudáveis, ainda que de vez em quando nos possamos permitir consumir um bocadinho destes ditos alimentos “proibidos”.

Assim, a conjugação de uma dieta alimentar equilibrada associada a uma actividade física regular, resulta numa diminuição, ainda que mais lenta, mas mais sustentada, do nosso peso.
Para vos demonstrar isso, deixo-vos aqui o meu exemplo e os resultados atingidos no período de 6,5 meses.
 
Para que possam visualizar melhor o que este gráfico expressa, deixo-vos aqui a foto do Antes e Depois daquilo a que decidi chamar de Dieto-Transpiração, bem mais saudável, ainda que mais exigente psicologicamente, comparativamente a outros métodos mais agressivos como as Lipo-aspirações, Lipo-sucções, e outras tantas pseudo-depurações.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Corrida do Tejo - A Chegada



(à direita de camisola toda azul)

A minha chegada encontra-se registada no vídeo abaixo ao minuto 32. 

Parta quem quiser ver a sua própria chegada, basta andar com o vídeo para o momento em que o relógio parte o seu tempo final (não o seu tempo de chip).


domingo, 15 de setembro de 2013

Desilusão......



.... mas não se deixem enganar pelo título e pensem que a prova correu mal. Bem pelo contrário, a prova correu muito bem, mas no final não conseguir evitar o mal estar, quer pela desilusão, quer por ter terminado a prova maldisposto. 

Mas já lá vamos.

Começando do início quero dizer que estava muito ansioso porque nos últimos dias não tinha andado bem fisicamente e tal preocupava-me. 

Às 7h30m levantei-me e ainda antes das 8h tomei o pequeno almoço (2 bananas), e não quis arriscar comer mais pois nos últimos dias não tinha andado bem. Às 8h30m estava a estacionar junto à partida e comi mais uma barra energética. 

Faltava 1h30m para o início da prova e decidi fazer uma coisa que nornalmente não faço, um aquecimento à séria. Quer isto dizer que fiz uma corridinha lenta de 3,5 kms (25 min), antes de tirar a foto de grupo, e conversar um pouco tendo ficado a conhecer novas pessoas com quem poderei vir a treinar num futuro próximo.



Às 10h quando a prova começou e já se começava a fazer sentir o calor o que me preocupava um pouco pois ia correr com duas camisolas: a da prova (que tinha estampado o nº de inscrição) e a camisola do Clube do STRESS por cima. Ao início da prova fui acompanhando uma das pessoas que conheci, mas ao fim do 1º Km tive que ficar para trás pois o seu ritmo era muito rápido e isso poderia por em causa a minha prestação final, até porque pouco mais à frente chegava uma das primeiras subidas a sério.

À medida que a prova foi decorrendo fui controlando o tempo que fazia e estava alinhado com a possibilidade de melhorar o meu tempo nesta prova. À passagem do 5º km estava com 28'05'' o que indiciava um tempo abaixo mesmo do meu record pessoal. Assim bater o meu record pessoal (RP) passou a ser o meu objectivo, até porque este tinha sido obtido numa prova plana, e conseguir melhorá-lo numa prova com algumas subidas iria ser muito bom.

Apesar de ao 7º e 8º Km ter começado a sentir uma pequena "dor de burro", à entrada do 9º km tinha uma margem de 6,5 min para o meu RP o que era bom. Mas num último km, por muito que eu quizesse acelerar as pernas não respondiam à mudança de ritmo, e mesmo tentando (o que não consegui) sprintar nos últimos 150 mts acabei por morrer na praia e por fazer 57'37'', apenas mais 20'' que o meu RP (57'17'').

Confesso que, desilusões à parte, quando cruzei a meta se senti maldisposto, o que apenas uma vez me tinha acontecido quando à uns anos tinha tentado fazer menos de 1h e tinha falhado por 1''. Parece que morrer na praia não me faz bem ao estômago.


Terminada a prova era tempo de recuperar e aproveitei para comer a maçã dada no final, e posso dizer-vos que me soube lindamente. Enquanto me dirigia para a entrega de bebidas isotónicas tentava encontrar um amigo com quem tinha feito uma combinação prévia, mas esquecera-me de combinar o local de encontro. 

Uns minutos depois lá o encontrei e depois de uns minutos de repouso era chegada a altura de fazermos a tal combinação. Uma vez que ele está a treinar para a maratona, tinhamos decidido voltar para a correr para a partida.

Assim, lá fomos nós a correr, desta vez bem mais lentamente e sempre que possivel pelo passeio marítimo, evitando assim algumas subidas. O regresso a correr acabou por não ser na totalidade até ao ponto de partida, mas mesmo assim fizémos mais 8,5 kms até ao Dafundo, o que representou mais 1h de corrida.

Fazendo assim o balanço do dia corri 3,5 kms de aquecimento, 10 kms de prova e mais 8,5 kms de retorno, o que perfaz qualquer coisa como 22 kms, ou melhor dizendo, uma meia-maratona por etapas.

Nada mau para uma manhã de calor como a de hoje. 

Parece-me que em vez de me correr a meia-maratona em Abril de 2014, sou capaz de o vir a fazer lá para Dezembro deste ano.


 

Volto já......

.... FUI CORRER !!!


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Treino Monforte da Beira (Agosto)



Depois de um dia de descanso era tempo de ir fazer um treino para a estrada que liga Malpica do Tejo a Monforte da Beira, percurso esse já meu velho conhecido de anos anteriores quando por aqui andei também a treinar em período de férias.

O percurso é totalmente em asfalto, com excepção dos primeiros 500 mts, e consequentemente dos últimos 500 mts, dentro de Malpica, onde o pavimento é de empedrado, e não existem 100 mts que sejam de plano, pois ora é a descer, ora é a subir, sendo o percurso de ida tendencialmente a descer e o de volta tendencialmente a subir.

Pelas 10h40m saí de casa para um treino de cerca de 1h10m, até às 11h50m, mais coisa, menos coisa, com uma agradável temperatura que rondaria os 32ºC a 34ºC. Uma vez mais a ideia era obrigar o corpo a correr com uma temperatura elevada, pois assumindo que uma maratona começa geralmente às 10h da manhã, e que eu estimo demorar qualquer coisa como 4h30m a 5h00m, isso significa correr até perto das 15h, e logo a altura mais quente do dia.

Para este treino levava um cinto com um bidon de 500 ml de água, mas só aos 50 minutos de treino é que o utilizei pela primeira vez.

O percurso de ida, 6,5 kms, demorou cerca de 42 minutos a completar, mas a partir daí com o calor a aumentar e com um regresso tendencialmente a subir, as coisas começaram-se a complicar, de tal forma que, mesmo com recurso à água as pernas começaram a ceder e foi impossível fazer a correr mais do que 3,5 kms do retorno.

Ainda assim, a uma hora do dia em que o calor começa a ser insuportável para os lados de Castelo Branco por esta altura do ano, com o sol bem alto no céu e numa estrada onde aquela hora não existe uma única sombra foi um treino de 10 kms, o que permitiu um bom indicador para futuros treinos e/ou provas.

Como dei por concluído o treino aos 10 kms, optei por não registar o tempo total dos 12 kms tendo tomado nota apenas do tempo que demorei a correr os 10 kms: 1:08’ 58’’, o que perfez uma média de 6,9 min. / km, o que tendo em conta as condições daquele treino, a temperatura, e o subir e descer do percurso, não deixa de ser interessante.





Treino: Estrada de Monforte
Distância: 10 kms
Temperatura: 32ºC a 34ºC
Tempo:  1:08’ 58’’’
Média: 6,9 min. / Km


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Faltam 3 dias....



Quando faltam apenas três dias para a minha primeira prova desta época, e depois de uma paragem para férias dos treinos e recuperação física, ou talvez não, era chegada a altura para fazer um pequeno treino de teste, para vez como estava a perna depois daquela pancada.

O local escolhido foi o percurso desde o pavilhão multidesportivo de Almada e o Parque da Paz.


O tempo não era muito pois tinha que aproveitar enquanto o meu filho estava no treino de karaté, mas ainda assim daria para fazer um treino de 30 a 35 minutos de corrida que daria para experimentar.

O treino começou bem e desde o início que não tive dores na perna, ainda que esta fosse ligada para apertar os músculos, já que as dores apareciam essencialmente quando estes oscilavam. Mas mais do que isso senti que estava a correr de forma bastante ligeira, o que estaria relacionado com o facto do percurso ser essencialmente plano e ter andado a treinar em terreno irregular nos montes da região de Castelo Branco, com elevadas temperaturas.

Cheguei mesmo a fazer o 3º km a uma média que rondaria os 5 min. / km, o que era sem dúvida um bom indicador.

O treino teve uma distância total de 5,3 kms que cosegui correr em 30' 01'', o que representa uma média de 5,7 min. / km, o que está ao nível do meu melhor tempo numa prova de 10 kms.

Apesar da perna ainda ter um aspecto não muito bom (ver foto) fiquei mais descansado pelo facto de não me ter doído, o que leva a crer que aguentará a corrida.

Devido a restrições de tempo na 6ª feira e ao facto de não querer treinar no Sábado (dia anterior à prova) terei que fazer novo treino amanhã, apesar de não ser recomendável treinar em dias consecutivos, mas há que recuperar de uma pausa de 8 dias e o tempo já não é muito.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Marathon Thoughts

A MARATONA: um verdadeiro turbilhão de emoções e de pensamentos.

Treino Srª das Neves (Agosto)


O treino da Srª das Neves, uma capela que fica a cerca de 2,6 kms de Malpica do Tejo (local escolhido para aquilo que podemos chamar de estágio de pré-época), era mais do que percorrer aquela distância de 2,6 kms e regressar (5,2 kms ao todo) como em tempos o fiz, na altura em que me iniciei nas corridas.

Este treino tinha como objectivo ir até à capela da Srª das Neves, entrar por um caminho lateral, de terra batida, e começar a fazer o reconhecimento no local daquilo que viria a ser o treino do Monte Galisteu, cujo percurso apenas conhecia de imagens de satélite do Google Maps.

Apesar do treino do Monte do Galisteu que eu planeei fazer ter uma distância total de 11,4 kms (5,7 kms de ida e 5,7 kms) de retorno, desta vez iria fazer apenas parte do percurso, para conhecer o tipo de piso e a inclinação.

Assim, este treino teve a distância total de 8 kms, sendo que a ida correspondeu a 4 kms essencialmente de descida, pelo que consequentemente o retorno foram os mesmos 4 kms, só que desta vez quase sempre a subir.

Para complicar mais as coisas foi um treino feito sem qualquer tipo de abastecimento, líquido ou sólido, o que dificultou muito as coisas, principalmente a falta de água, pois foi feito num dos dias mais quentes naquela região e saí de casa cedo de mais (cerca das 18h15m) pelo que estava um calor impossível. Quase que me atrevo a dizer que estariam uns 30ºC a 32ºC.

Mesmo assim consegui uma de 6,5 min. / km, o que tendo em conta o calor e o facto do retorno ser quase sempre a subir, incluindo mesmo uma parede de 600 mts, acho que foi um tempo muito bom e um bom teste.


Deu para perceber que o treino do Monte Galisteu (11,4 kms) iriam ser cerca de 5,7 kms de trilho essencialmente a descer, com um retorno de 5,7 kms de trilho essencialmente a subir.
Mas isso fica para outro dia.


Treino: Srª das Neves
Distância: 8 kms
Temperatura: 29ºC a 31ºC
Tempo:  51’ 36’’
Média: 6,5 min. / Km



Agosto – Mudança de cenário




Passadas que estavam as duas primeiras semanas de Agosto era chegada a altura de uma mudança na rotina e de uma mudança de cenário.

Nas próximas três semanas ia acabar-se o trabalho e começarem as férias, mas isso não significava acabar com os treinos nesse período de tempo, antes pelo contrário era tempo de os intensificar.

Chegadas as férias era tempo de abandonar as rotinas diárias e stressantes do trabalho, da escola dos miúdos, das suas actividades, enfim de acabar com todo o reboliço citadino.

Era chegado o tempo de rumar para o Distrito de Castelo Branco, em direcção a uma aldeia a cerca de 5 kms da fronteira natural com Espanha: o Rio Tejo. Mas não pensem que é sinónimo de ir passear a Espanha pois a fronteira mais próxima fica a cerca de 50 kms.

Aqui neste recanto escondido do país, onde quase não existe internet, foi o cenário ideal que escolhi para endurecer os treinos, pois imaginem-se lá a correr em estrada ou terra batida, sempre a subir e a descer, pois coisa que não existe são 100 mts de terreno plano, e com temperaturas na ordem dos 28ºC a 32ºC, isto ao fim do dia, pois Castelo Branco quase que parece o Alentejo, ou não estivesse tão próximo de Portalegre.

Posso garantir-vos que foram treinos bem duros, mas que me deram um grande gozo conseguir fazer, e sobretudo testar os limites e a resistência do meu corpo.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

LOW TECH

(Foto retirada da internet)




Portugal é um país de assimetrias e tal como não podia deixar de ser estas existem ao nível da tecnologia entre diferentes partes do território. Quero com isto dizer que aquilo que muitas vezes damos como garantido ao vivermos num grande centro urbano, como a internet, o acesso às redes sociais e aos blogs através de banda larga, a fibra óptica, nem sempre existe noutros recantos deste país, e…… ainda bem.

Esta é a explicação para a minha ausência ao longo destas três semanas, uma vez que estive num local onde não me foi possível ir actualizando o blog com o registo dos meus treinos, sim porque Agosto ainda que sinónimo de férias, significou continuar a treinar.

Como não tinha acesso à internet, optei por ir registando off-line os meus treinos, alguns bem duros por sinal, para que agora, uma vez regressado a um grande centro urbano, onde o LOW TECH deu lugar ao HIGH TECH, os pudesse publicar.

Pés de Molho e férias forçadas?


Esta semana foi tempo de colocar os pés de molho. 

Depois de ter tido duas semanas de férias do trabalho e da internet,  em que aproveitei para intensificar os treinos de corrida (em breve colocarei aqui a resumo), quer no que respeita à dureza do percurso, quer no que respeita à temperatura em que foram feitos, esta foi uma semana de férias, em que decidi por os pés de molho, inclusivé no que respeita a treinos.

Esta semana serviu para recuperar os músculos e a mente, tentando manter uma dieta equilibrada, ainda que permitindo-me alguns doces, de forma a não ganhar muito peso e colocar em causa tudo aquilo que ganhei, ou melhor, os kgs que perdi.    

Posso dizer que foi uma semana relaxante, antes de voltar aos treinos, mas não sem antes ter acontecido um pequeno precalço, que espero não ponha em causa o regresso aos treinos e a própria Corrida do Tejo.

Pois bem, o que se passou foi o seguinte: certa noite quando saímos para passear por "Little England", mais conhecida por Albufeira, ao passarmos por um restaurante onde se encontrava um empregado com uma ementa na mão para angariar os transeuntes para jantar, o meu filho mais velho respondeu assim: "Não obrigado, nós já jantámos!". Agora imaginem isto dito com a espontaneidade característica de uma criança.

Pois bem, tal tirada levou-me a dar uma estrondosa gargalhada, durante a qual evitei um pino de ferro à beira do passeio, mas não vi o outro à frente, mais baixo, e o resultado foi este......

Pois bem, passei uns maravilhosos dias com dores na perna a ponto de ter que anular o treino que tinha previsto para fazer hoje, esperando que amanhã consiga treinar, ainda que a distância possa ser reduzida.

Espero que isto não venha a colocar em causa o meu objectivo para a Corrida do Tejo, que é fazer menos do que 59' 53'' e se possivel perto dos 57' 30''.

domingo, 1 de setembro de 2013

UM VERDADEIRO CAMPEÃO !


Este fim de semana decorreu o Ultra Trail de Mont Blanc (UTMB) com uma distância de cerca de 168 kms, que contou com a participação, entre outros portugueses do ultramaratonista Carlos Sá, que há cerca de 1 mês venceu a ultramaratona de Badwater (217 kms) que se realizou na Califórnia, no conhecido Vale da Morte (Death Valley).

Infelizmente o Carlos Sá não conseguiu terminar a prova tendo que desistir por motivos físicos relacionados com o desgaste e  estômago, mas claro que a saúde está em primeiro lugar.

O mais provável é desta vez não ter a mesma recepção que teve há cerca de um mês no aeroporto, mas não é por isso que deixa de ser um VERDADEIRO CAMPEÃO, de que todos os portugueses se devem orgulhar, pois apenas um VERDADEIRO CAMPEÃO se propõe a correr 168 kms depois de ter vencido uma ultramaratona de 217 kms em condições tão extremas.

Força Carlos, pois és um verdadeiro orgulho e inspiração para todos nós.

Por fim quero ainda deixar uma saudação muito especial para todos os atletas portugueses que conseguiram concluir o UTMB.



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Plano e os treinos

(Foto retirada da internet)



Depois de ter decidido que maratonas ia fazer havia que delinear os planos de treinos de forma a incorporar pelo menos uma meia maratona antes de cada maratona.

Passei algum tempo a estudar vários planos de treino e lá fui construindo o meu, que para a primeira Maratona (Porto) inclui a Meia Maratona de Almada (que espero venha a ter a sua 2ª edição algures em Abril de 2014).

Assim, desenhei também um plano para realizar a Meia Maratona em Abril de 2014, plano esse que começa em príncípios de 2014.

Assim e como o plano de treinos apenas começa em 2014, irei aproveitar os meses que restam para fazer uma espécie de treinos livres, embora seguindo uma certa metodologia, no sentido de ganhar alguma base de corrida mais sustentada, para então evoluir segundo os planos delineados.

E as férias vêm mesmo a calhar para fazer mais uns quantos kms.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tempo de decidir

(Foto retirada da internet)

Com a hérnia discal controlada, e de volta aos treinos depois de recuperar da canelite era chegado o tempo de tomar uma decisão. Era chegado o tempo de decidir se sempre ia avançar ou não para a Maratona.

E a decisão é: ..... Fazer a Maratona!

Agora havia que decidir qual a Maratona a fazer, e quando o fazer.

Decidi procurar quais as Maratonas que existem noutros países pois assim poderia juntar o útil ao agradável: fazer a Maratona enquanto conhecia a cidade. Andei por isso a investigar e algumas era quase impossível arranjar inscrição (Nova Iorque, Londres), outras diziam-me ser uma montanha russa (Madrid), até que descobri: PARIS!

PARIS seria, mas fazer a minha primeira maratona tão longe de casa assusta-me um bocado, pelo que decidi começar mais perto.

Assim o plano definido, para atacar a Maratona de Paris é:

2014 - Maratona do Porto

2015 - Maratona de Lisboa

e finalmente,

2016 - Maratona de Paris.






sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mudança de cenário






É chegada a altura de fazer uma mudança de cenário. 

Nas próximas 2 semanas vou treinar naquele local que vêem na foto.

Agora imaginem-se a treinarem lá, sozinhos, em pleno Agosto, por volta das 17h30 / 18h00 com temperaturas de cerca de 30 graus.

AH !!! Claro que vou levar água comigo.


Treino do Cristo Rei

(Foto retirada da internet)

Há já algumas semanas que os meus treinos eram cerca de 9 kms de um constante sobe e desce, nos quais estava incluida a subida de Cacilhas para Almada, que representava 2 kms sempre a subir. Já há muito que andava a pensar incluir nestes treinos a subida para o Cristo Rei, mas não tinha tido coragem para o fazer, pois isso significada que uma das subidas (Cacilhas-Almada) passaria de 2 kms para cerca de 4 kms, sendo que os 2 kms adicionais eram ainda mais a subir.

Mas depois de ter visto no Corre Mais Rápido um treino que incluia a subida ao Cristo Rei, mas por uma outra vertente, decidi arriscar e tentar a subida lá acima.

Assim o treino de hoje passou de 9 kms de sobe e desce, para uns 11,4 kms de maior sobe e desce (ver figura abaixo).



Ao chegar ao cimo de Almada e ao virar para a Av. do Cristo Rei, rapidamente me apercebi de como a subida era bem mais inclinada, e comecei a pensar mesmo se não teria que desistir a meio daquela "parede". Mas com calma lá fui indo e foi correndo bem.

O meu ritmo cardíaco? Não sei, nem quero saber, pois não levava o banda cardíaca. 

As pernas? Essas aguentaram-se bem durante toda a subida, e ao chegar lá acima foi altura de respirar fundo e rescuperar enquanto fazia a tão esperada longa descida por forma a poder atacar a última subida do treino, mais 2 kms.

Em resumo, foi um treino que correu muito bem, as pernas aguentaram bem, e quando terminei não estava no meu limite. O tempo foi de 1:14'03'', o que se traduziu numa média de 6,5min/km, o que para um percurso de constante sobe e desce não foi nada mau.

Este é um percurso que irei utilizar frequentemente para treinar subidas e apartir de hoke será o TREINO DO CRISTO REI.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Está quase.......



(Foto retirada da internet)

Falta 1 mês a partir de hoje para aquela que será a minha primeira prova da época de 2013/2014, que espero venha a terminar bastante tarde, pois só a considerarei terminada após Novembro quando for tentar correr a Maratona do Porto.

Desde 2006 que participo nesta prova (infelizmente nem todos os anos consegui fazê-lo) mas nunca me senti tão bem tão perto desta acontecer. Isto acontece num momento onde após um susto pensei que a corrida tinha terminado para mim, pelo que quero aproveitar este meu momento de forma não só para melhorar o meu melhor tempo nesta prova (59'53''), como espero ainda melhorar o meu melhor tempo aos 10 kms (57'17'').

Para tal será necessário aproveitar este mês, que para muitos é de férias, para reforçar o treino e melhorar ainda mais a minha forma física.

Daqui a um mês encontramo-nos lá!!!

Nova recuperação

(Foto retirada da internet)


Depois da lesão havia que recuperar pois estava inscrito para uma corrida de 8 kms em meados de Junho - a Marginal à Noite.

Assim passei duas semanas a fazer aquilo que se chama "Cross Training" e RICE (Rest - ICE - Compression - Elevation).

Estas semanas foram essencialmente de muito gelo na perna para reduzir a imflamação da membrana entre a tíbia e o musculo, e muitas idas ao ginásio para fazer treinos de 1 hora na bicicleta (qualquer coisa entre 20 e 23 kms por treino).

Ao estar parado duas semanas por lesão, não podia perder a forma física,  razão para fazer treinos com menos impacto e mais componente cardiovascular - "Cross training", nem podia recuperar o peso que tinha vindo a perder nas últimas semanas.

Foi duro ficar 2 semanas sem poder correr.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O problema do Entusiasmo.

 
(Foto retirada da Internet)

O problema do entusiasmo está fortemente relacionado com a falta de paciência que afeta muitos corredores, e por mim falo.

Depois de ter regressado às corridas a motivação ficou em alta e eis que no feriado do 1º de Maio aproveitei para fazer um treino de 10 kms.

Foi um treino muito bom, pois voltei a conseguir correr 10 kms com bastante facilidade. Ao tempo que já não me sentia assim. Mas os 10 kms não foram suficientes. Corri os 10 kms que tinha planeado mas continuei, pois sentia-me bem. 

11 kms, 12 kms, 13 kms, .... 14 kms.

O treino foi excelente. 14 kms. Há muito que não corria tanto, nem tanto tempo: 1h 38m.

Mas a semana ia terminar com um mais um treino de 10 kms. 

Na semana seguinte foi altura de experimentar os meus ténis novos: uns ASICS Cumulus 13. Fiz apenas 2 treinos de 5 kms, pois cheguei à conclusão que aquele treino de 14 kms não foi muito sustentado, pois as dores musculares isso o diziam mesmo, bem como o elevado ritmo cardíaco.

Estes ténis eram completamente diferentes dos que até aqui vinha utilizando (os meus velhinhos ASICS) pois o amorticimento era muito maior, o que é bom por causa da minha hérnia discal. Por vezes parecia mesmo que nem sabia correr, pois quase que não sentia o chão.

Os treinos foram intercalados com 2 idas ao ginásio, pois neste momento era fundamental reforçar a faixa lombar, e aumentar a forma física.

Mas a adaptação aos ténis novos revelou-se complicada pois eis que me surgiu uma dor forte na canela esquerda.

Aí estava ela: A MINHA PRIMEIRA LESÃO DESDE QUE RECOMEÇARA A CORRER

Nome: CANELITE (SHIN SPLINTS) 

No post Canelite (Shin splint) - Como Recuperar?  poderão perceber melhor que tipo de lesão é, como a tratar, e acima de tudo como a evitar.