Estas férias não foram necessariamente sinónimo de “sopas
e descanso”, pelo menos no que toca à corrida, mas sim um período em que
aproveitei uma maior disponibilidade de tempo livre para reforçar os treinos e
melhorar a forma física.
O treino da ida ao Monte do Galisteu seria apenas à
tarde, mas o dia começou com um pequeno treino com o meu filho mais velho de 8
anos. Claro que como ele não costuma correr, pelo que este treino teria que ser
a um ritmo lento, ao ritmo dele.
Confesso que não estava à espera do resultado, pois das
vezes anteriores que tínhamos corrido ele sempre tinha feito sprints e como tal
não aguentava muito tempo. Mas hoje ia ser diferente pois tinha-lhe dito que
iríamos de vagar ao ritmo dele, para podermos ver a sua resistência.
Assim lá começámos a correr devagar ao ritmo dele. Eu
levava uma garrafa de água para o caso dele precisar. Fomos correndo e lá lhe
fui dizendo para não ir muito depressa, e acabei por ficar impressionado por
ele correr cerca de 1 km. Eu sei que vão dizer “Só 1 km??”, mas para quem não
costuma correr até me parece que é um bom começo.
Depois regressámos
a casa a andar e pegámos nas bicicletas e ainda fizemos mais uns 40 minutos de
exercício.
Mas o dia não iria acabar aqui e ao final da tarde será
altura de fazer mais um treino, desta vez iria explorar o caminho para o Monte
Galisteu. Parte do caminho já o explorara no treino da Senhora das Neves, e
como tal, o percurso inicial era essencialmente a descer e o retorno
essencialmente a subir.
O treino começou bem e sentia-me com força, mas o
percurso plano e descendente ajudavam. Ao fim de 3,5 kms apanhei a primeira
subida digna de nome (que no retorno seria uma descida e uma oportunidade para
recuperar). O percurso que se seguia era uma novidade, mas não me surpreendeu
pois era quase sempre a descer, e existindo algumas zonas onde a inclinação
fazia adivinhar dificuldades no regresso.
Ao fim de 30 minutos comecei a ficar ansioso por não
encontrar o ponto que havia identificado no mapa para regressar, mas optei por
dar mais uns minutos pois o meu ritmo poderia ter sido inferior ao que havia
previsto. Por volta dos 36 minutos eis que o encontrei e a assinalá-lo estava
lá uma placa a dizer: “Monte Galisteu”. Como me sentia bem decidi continuar a
seguir o caminho por mais algum tempo. Quando cheguei aos 6,5 kms (distância
verificada mais tarde) decidi voltar para trás e enfrentar todas aquelas
subidas que me esperavam.
Apesar de difíceis, os últimos treinos que havia feito
facilitaram-me a tarefa, e a pouco e pouco lá as fui superando, mesmo a subida,
já em alcatrão, junto à Sra. das Neves que parece uma parede.
O tempo do treino (1h24’ 44’’) mostra a sua dificuldade
em fazer os 13 kms, em especial dos 6,5 kms de regresso que eram essencialmente
a subir.


























