quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Revisitar o Monte Galisteu (Agosto)




Já nos últimos dias de férias por terras de Castelo Branco, era altura de voltar novamente ao Monte do Galisteu, deta vez para um treino mais curto (cerca de 11,4 kms) e que serviria ainda para tirar algumas fotos para colocar aqui no blog. 

À semelhança do treino anterior a média de 6,5 minutos ao km revela a dificuldade do percurso de volta, e ainda que fosse um treino ligeiramente mais curto não consegui imprimir um ritmo mais forte. Talvez por causa das subidas ou talvez por algum cansaço acumulado nas pernas, o que importa é que apesar do ritmo ter sido semelhante senti-me bem no final do treino e começava a sentir alguma evolução na minha preparação ao longo destas semanas. 

Antes de deixar Castelo Branco haveria ainda tempo para fazer um teste de 10 kms que permitiria inferir que tempos eu poderia vir a fazer em provas mais planas. 

O Monte do Galisteu será um local a voltar no futuro.




Treino: Monte Galisteu
Distância: 11,4 kms
Temperatura: 28ºC a 30ºC
Tempo:  1:13’ 34’’
Média: 6,5 min. / Km

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Passeio ao Monte Galisteu (Agosto)



Estas férias não foram necessariamente sinónimo de “sopas e descanso”, pelo menos no que toca à corrida, mas sim um período em que aproveitei uma maior disponibilidade de tempo livre para reforçar os treinos e melhorar a forma física. 

O treino da ida ao Monte do Galisteu seria apenas à tarde, mas o dia começou com um pequeno treino com o meu filho mais velho de 8 anos. Claro que como ele não costuma correr, pelo que este treino teria que ser a um ritmo lento, ao ritmo dele. 

Confesso que não estava à espera do resultado, pois das vezes anteriores que tínhamos corrido ele sempre tinha feito sprints e como tal não aguentava muito tempo. Mas hoje ia ser diferente pois tinha-lhe dito que iríamos de vagar ao ritmo dele, para podermos ver a sua resistência. 

Assim lá começámos a correr devagar ao ritmo dele. Eu levava uma garrafa de água para o caso dele precisar. Fomos correndo e lá lhe fui dizendo para não ir muito depressa, e acabei por ficar impressionado por ele correr cerca de 1 km. Eu sei que vão dizer “Só 1 km??”, mas para quem não costuma correr até me parece que é um bom começo. 

 Depois regressámos a casa a andar e pegámos nas bicicletas e ainda fizemos mais uns 40 minutos de exercício.

Mas o dia não iria acabar aqui e ao final da tarde será altura de fazer mais um treino, desta vez iria explorar o caminho para o Monte Galisteu. Parte do caminho já o explorara no treino da Senhora das Neves, e como tal, o percurso inicial era essencialmente a descer e o retorno essencialmente a subir.

O treino começou bem e sentia-me com força, mas o percurso plano e descendente ajudavam. Ao fim de 3,5 kms apanhei a primeira subida digna de nome (que no retorno seria uma descida e uma oportunidade para recuperar). O percurso que se seguia era uma novidade, mas não me surpreendeu pois era quase sempre a descer, e existindo algumas zonas onde a inclinação fazia adivinhar dificuldades no regresso.

Ao fim de 30 minutos comecei a ficar ansioso por não encontrar o ponto que havia identificado no mapa para regressar, mas optei por dar mais uns minutos pois o meu ritmo poderia ter sido inferior ao que havia previsto. Por volta dos 36 minutos eis que o encontrei e a assinalá-lo estava lá uma placa a dizer: “Monte Galisteu”. Como me sentia bem decidi continuar a seguir o caminho por mais algum tempo. Quando cheguei aos 6,5 kms (distância verificada mais tarde) decidi voltar para trás e enfrentar todas aquelas subidas que me esperavam.



Apesar de difíceis, os últimos treinos que havia feito facilitaram-me a tarefa, e a pouco e pouco lá as fui superando, mesmo a subida, já em alcatrão, junto à Sra. das Neves que parece uma parede.

O tempo do treino (1h24’ 44’’) mostra a sua dificuldade em fazer os 13 kms, em especial dos 6,5 kms de regresso que eram essencialmente a subir.

No final ficou a agradável sensação de um bom treino, num percurso novo, em terra batida, e que ainda permite ir mais além para o explorar.



Treino: Monte Galisteu
Distância: 13 kms
Temperatura: 28ºC a 30ºC
Tempo:  1:24’ 44’’
Média: 6,5 min. / Km

Não fui à Meia Maratona …..

(Foto retirada da Internet)



….deste domingo, e a Maratona ainda está num campeonato que não é o meu. 

Mas lá por não ter participado nestas provas não significa que foi dia de descanso. Estava previsto realizar um treino mais longo, cerca de 1h30, com visa a preparar a participação na Meia Maratona dos Descobrimentos (dia 08 de dezembro) que faz parte da minha preparação para a Maratona.

Inicialmente este treino seria para realizar de manhã, mas a existência de outros compromissos impediu que assim acontecesse, pois às 9h tinha que levar à natação o meu filho mais velho e depois tinha que ir com os dois ao cinema.

Assim, e como a corrida também não se pode sobrepor à família o treino foi feito ao final da tarde pelas 18h20. Ia ser um treino baseado no tempo de corrida contínua, não interessando o ritmo que ia impor. Este seria ditado pelo estado das pernas, que ainda antes de começar estavam “pesadas”, à semelhança do que aconteceu no domingo passado. Começo cá a desconfiar que este cansaço nas pernas está relacionado com a aula de natação ao sábado, isto porque não sou um nadador nato e saio das aulas extremamente cansado, em particular as pernas. Seria a primeira vez, num ultimo mês que ia levar o medidor de ritmo cardíaco e tinha como objectivo controlar o frequência cardíaca à volta das 160 bpm.

Ao iniciar o treino senti imediatamente que as pernas estavam pesadas e que por isso não poderia entrar em “loucuras” de ritmo se queria fazer um treino mais ou menos respeitável. Ao fim do primeiro Km estava a fazer um tempo ligeiramente abaixo dos 6 min. ao km, o que era muito bom dado o estado das pernas, mas ainda era muito cedo para dizer. Decorridos 2 kms entrei no Parque da Paz, onde iria fazer a minha volta exterior (2 kms) que tem uma rampa de 500 mts.

A pouco e pouco as pernas foram desentorpecendo e lá fui fazendo volta atrás de volta, ainda que ligeiramente acima dos 6 min. por km. Ao chegar aos 8 kms era tempo de parar no chafariz e beber um pouco de água pois teria que sair do Parque da Paz atendendo a que estava a escurecer e não existe iluminação. Saído do Parque da Paz o treino continuou em direção a Cacilhas onde voltaria para casa. Como esta parte era um percurso essencialmente plano foi mais fácil de fazer já que não impunha tanto esforço às pernas.

A pouco e pouco os kms foram passando, e depois de percorridos cerca de 15 kms, restavam apenas os 2 kms finais, estes já sobejamente conhecidos como sendo a última subida, que tinha apenas um pequeno troço de 150 mts que permitiam alguma recuperação.
No total foi um treino de 17 kms efetuado no tempo de 1:46’ 21’’ o que resultou numa média de 6,3 min. ao km.

Assim, ainda que as pernas estivessem pesadas no início acabou por ser um bom treino e mais um indicador que começo a estar próximo de conseguir fazer a Meia Maratona, naquele que é o meu percurso para A MARATONA.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dedicado a todos aqueles........

... que este fim de semana vão correr a Maratona e a Meia Maratona de Lisboa.





BREAK DOWN THE WALL !!!
BREAK DOWN THE WALL !!!
BREAK DOWN THE WALL !!!
BREAK DOWN THE WALL !!! 

Não tens tempo para correr??? ARRANJA !!!

Ontem era dia de retornar aos treinos depois de no domingo passado ter-me "arrastado" por 11 kms e da ida ao ginásio na 2ª feira para recuperação. Optei por dar 2 dias de descanso às pernas, o que até veio a calhar dada a semana complicada que foi.

Mas ontem era dia de treinar e o dia não se adivinhava menos fácil. Para que tudo corresse bem e pudesse fazer o treino planeado cheguei ao emprego às 8h20, porque teria que sair mais cedo.

Foi um dia normal de trabalho até às 17h, quando começou a verdadeira correria:

- Sair do trabalho e passar pela farmácia;
- Apanhar o comboio rumo ao deserto de Mário Lino (Margem Sul de Lisboa);
- Ir ao colégio do filho tratar da mensalidade;
- Passar pelo supermercado e fazer umas compras básicas (pão, iogurtes, fiambre, etc...);
- Ir buscar o miúdo a casa dos avós;
- Fazer o jantar dos miúdos (por sorte pouco mais foi do que o aquecer);
- Descascar batatas, e outros legumes, para fazer sopa;
- Colocar a sopa ao lume.

Eram então 20h30 e chegava a hora de me equipar para poder ir correr.

O treino teria qualquer coisa como 9,1 kms e seria para fazer entre os 51' e os 54'. Tudo dependeria das pernas e de como me sentisse ao longo do treino. Apesar de não estar muito vento, nem estar a chover saí para a rua levando um corta vento, até porque era amarelo fluorescente, e como tal de alta visibilidade, e também me permitiria habituar a correr com ele.



O treino começou com uma descida de cerca de 2 kms, em ritmo lento e que foi aumentando gradualmente. Aos 2 kms levava cerca de menos 40' comparativamente com o meu melhor tempo neste percurso, mas um pouco mais à frente, por volta do km 4 comecei a sentir a "dor de burro" a vir ao de cima, pelo que abrandei ligeiramente e esta foi estando sempre controlada. 

Aos 5,5 kms o tempo estava semelhante ao meu melhor neste percurso, sinal de que tinha perdido aquela ligeira vantagem e ainda faltava a parte final que tinha uma subida de cerca de 2 kms, com um pequeno troço de 150 mts ao fim do 1º km que permitia alguma recuperação.

Quando estava a terminar o 1º km da subida senti que estava em excesso de esforço, e que teria que aproveitar aqueles 150 mts para recuperar antes de atacar a subida final. Depois de recuperar um pouco o fôlego a subida final foi feita a bom ritmo e pensei que poderia mesmo melhorar o meu tempo neste percurso, mas infelizmente não o consegui por apenas 12''.

Terminado o treino, feitos os alongamentos era chegada a altura de regressar a casa e....:

- Tomar um duche rápido;
- Comer uma sandes de fiambre, uma peça de fruta, beber um copo de leite, e um iogurte;
- Terminar de fazer a sopa; e, ....
- acabar de arrumar a cozinha.

Não tens tempo para correr???

ARRANJA-O !!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tinha tudo para correr bem......

(Foto retirada da internet)
 
 .... mas isso não aconteceu.

O treino de Domingo tinha tudo para correr bem: 
- não seria um treino muito longo (entre 12 a 13 kms);
- o percurso, ainda que com algumas subidas, seria efetuado no Parque da Paz, pelo que seria essencialmente em terreno plano;
- a temperatura baixou significativamente nos últimos dias;
- o tempo estaria encoberto; e,
- ainda que chuvesse, ou estivesse vento, havia comprado no sábado um corta-vento.

Este treino tinha assim tudo para correr bem, mas não foi isso que aconteceu.

Para começar o treino ia ser feito sobre a pressão do tempo, pois tinha que acabar às 9h30m, para poder ir com os miúdos a uma sessão de cinema nessa manhã. 

Depois foi o acordar mesmo antes da hora de começar o treino pelo que não houve tempo de tomar o pequeno almoço com a antecedância necessária pelo que parti para o treino em jejum, o que dificulta em treinos com mais de 10 kms.

A saída para o treino foi já um pouco atrasada em 15 min. o que levou a que a distância final ficasse um pouco aquém do previsto.

Mas o que levou a que este treino não corresse bem foram essencialmente 2 questões: 

1) em primeiro lugar cometi um erro na roupa que escolhi para o treino, pois como pensei que pudesse estar um pouco de frio levei uma camisola técnica de manga comprida, mas como esta customa fazer-me fricção nos mamilos, levei uma outra de manga curta por baixo. Como pensei que pudesse chover, levei também o corta vento. Conclusão: ao fim de 2 kms já ia a "destilar", e foi assim até ao fim do treino;

2) ao fim de 3 a 4 kms comecei a sentir as pernas muito cansadas, a que não deve ser alheio ter feito 2 treinos de 9 kms durante a semana, o último na 6ª feira, e no sábado (dia anterior ao treino) ter feito uma aula de natação que me deixou o resto do dia com as pernas pesadas. 

Tudo isto contribuiu de certeza para que autenticamente me "arrastasse" durante grande parte do treino, resultando num tempo de 1:12'24'', ou seja, 6,6 min. ao km, muito abaixo do que atualmente consigo fazer.

Ontem (2ª feira) foi dia de recuperação com uma ida ao ginásio com exercícios específicos para fortalecimento do "core" (zona lombar).

Hoje à noite está previsto fazer um novo treino, desta vez cerca de 9 kms, sendo os últimos 2 kms a subir, tudo dependendo do estado das pernas e de uma pequena mazela no peito do pé direito, que estou a tentar perceber o que é e como se pode recuperar.



 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Por fim o cruzamento de Monforte da Beira (Agosto)


Há já alguns anos que quando estou de férias aqui para os lados de Castelo Branco e aproveito para aqui treinar que ando com ideias de fazer um treino de Malpica do Tejo até ao cruzamento de Monforte da Beira (9 kms) e regressar a Malpica, o que perfaz um treino total de 18 kms.

Ainda que tenha previsto fazer este percurso lá mais para a frente na minha preparação para a Maratona, andava com vontade de o experimentar. No entanto, na fase de preparação em que estou, seria uma imprudência atirar-me já para esta distância.

Mas como queria experimentar a sensação de fazer este percurso, bem como experimentar umas outras coisas a utilizar em futuras provas e futuros treinos decidi fazê-lo, ainda que com uma alteração.

Com este treino queria experimentar pela primeira vez correr utilizando meias de compressão e experimentar ainda correr com um “camelback” (mochila de hidratação) de 1,5 lts, para ver ser seria uma opção em futuros treinos longos de 2h30 a 3h, ou mais.

Como queria experimentar as meias de compressão em treinos superiores a 12 kms, e não queria ainda fazer um treino de 18 kms, decidi que iria começar o treino com 1 hora de caminhada (cerca de 6 kms) fazendo depois a correr os 12 kms que faltavam.

Como ao final da tarde está mais calor do que de manhã bem cedo, optei por este período do dia, porque não queria fazê-lo ao final da manhã onde o calor poderia ser excessivo. A hora de saída teve que ser um pouco antecipada (cerca das 18h10m) para não correr o risco de estar a correr na estrada já depois de anoitecer.

O treino correu lindamente, ainda que fosse duro, pois apesar do percurso ser asfaltado este era sempre a subir e a descer, sendo tendencialmente a subir no retorno (o meu fado), o que aumentava a dificuldade uma vez que seria numa altura em que estaria mais cansado.

As meias de compressão funcionaram lindamente pois quando as pernas começaram a estar cansadas deram uma ajuda, especialmente nas subidas, onde não senti as tradicionais pernas pesadas, ou talvez tivesse sido psicológico. Mas o facto é que me senti muito bem ao longo de todo o treino.

Já quanto ao “camelback”, e este não é um modelo apropriado para corrida (ver foto), mas mais para ciclismo, já que o arranjei no Lisboa Bike Tour, o sentimento foi misto. Se por um lado este não oscilava muito com a passada, fazia uma barulheira desgraçada com o “saltitar” da água lá dentro, pelo que da próxima vez que o utilizar não posso esquecer-me de levar música para não ouvir aquele “concerto”.


Desta vez o objectivo não era sujeitar o corpo a correr em temperaturas elevadas, mas sim fazer algumas experiências (meias de compressão e o “camelback”), e a sensação de chegar aquele tão desejado cruzamento, pelo que o treino teve saída às 18h15.

Iria assim começar o treino com uma hora de caminhada, que seria feita no período em que ainda estaria algum calor, e às 19h15 começaria a correr. Passados 60 minutos de caminhada tinha percorrido cerca de 6 kms, tendo começado então a correr. Passado algum tempo estava no cruzamento de Monforte, algo que há muito desejava e que um dia irei conseguir fazer sempre a correr.




 O regresso foi feito tranquilamente, e já habituado à melodia do "camelback", mas o sol estava cada vez mais baixo e continuava a escurecer. A certa altura ainda pensei que teria que passar para tirar da mochila o frontal, pois ainda estava a alguma distância da aldeia. É certo que tinha um colete reflector vestido, mas nestas coisas é melhor não arriscar.

Consegui no entanto chegar à aldeia uns momentos antes da iluminação pública se ligar e ainda apertei um pouco nos kms finais.

As meias de compressão que utilizei demonstraram ser bastante úteis quando as distâncias começam a aumentar e os percursos não são planos, minorando o efeito de pernas "pesadas", que se sente sobretudo ao nível dos gémeos, minimizando assim o tradicional arrastar de pés.

 
Treino: Cruzamento de Monforte

Distância: 12 kms de corrida após 6 kms de caminhada

Temperatura: 28ºC a 30ºC

Tempo:  1:17’ 27’’
Média: 6,5 min. / Km