terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Rescaldo de fim de semana



Depois de um treino bem durinho de 15 kms neste fim de semanafoi tempo de fazer 6 kms a rolar, mas também o tempo disponível não deu para mais, nem mesmo os gémeos, ao que parece.

Agora que venha o gelo para os meus amigos gémeos, especialmente aquele que é canhoto.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ultra Cristo Rei - 15 kms bem durinhos

(Foto retirada da Internet)

Em jeito de preparação para a Meia Maratona de Almada este sábado aproveitei uma janela de tempo de 2h30m, para fazer um treino mais longo, ou seja, acima dos 10 kms. Como a Meia Maratona de Almada vai ser uma prova feita "em casa", decidi aproveitar para incorporar partes do percurso para me ir habituando a este, ainda que existam zonas inacessíveis pois estão dentro da Base Naval do Alfeite, cujo acesso é condicionado.

Assim depois de ter investigado o percurso desta prova realizada pela primeira vez no ano passado, delineei um percurso de treino que tivesse cerca de 15 kms e uma dificuldade semelhante. Como a prova começa com uma subida (Barrocas até à Base do Alfeite) cerca de 1 km depois da partida, e o início do meu treino ia estar mais afastado deste local, decidi incluir a subida ao Cristo Rei para aumentar a dificuldade, e deixando a subida das Barrocas lá mais para o meio do treino. 

Assim, depois de cerca de 1 km de treino lá começei a subir em direção ao Cristo Rei, a um ritmo calmo pois ainda havia muito treino para fazer. Chegado lá acima era tempo de recuperar aproveitando a longa descida até Almada e depois até quase a Cacilhas e depois o percurso plano até à Cova da Piedade. Eis então que surgiu a parede das Barrocas, já com 7 kms de treino, e posso dizer-vos que apesar de ter conseguido um ritmo semelhante à subida inicial do Cristo Rei, esta subida foi bem dura.


Era agora altura de descer rumo ao parque da Paz onde por alturas do Km 10 aproveitei para fazer uma paragem de abastecimento junto dum chafariz (já que não levava abastecimento líquido) e beber um pouco de água. Daqui segui direto para a ciclovia que circunda o Parque da Paz, sem fazer a volta ao lago, até porque esta nem é muito importante em termos de dificuldade pois o terreno é essencialmente plano.

Mas foi a partir daqui que tomei consciência que a Meia de Almada vai ser durinha, que de certeza irei sofrer, pois não existem grandes troços de plano, sendo sempre a subir e a descer.



Terminada a ciclovia e depois de deixar o Fórum Almada para trás entrei numa estrada ligeiramente a descer, mas que a meio começou a subir rumo a uma rotunda que dava acesso a uma passagem sobre a autoestrada que vai para a Costa da Caparica, e deixei-me que vou diga que subir essa passagem, ainda que curta, quase que me fez parar, pois as pernas já pesavam. 

Ainda assim lá fui, abrandando nas subidas e aumentanto um pouco (não muito) o ritmo nas descidas e nos planos até aquela última subida do treino, lá para os 14,5 kms, que era a passagem do Metro Sul do Tejo por cima da A2, próxima da praça de portagens. Aí tive que recorrer a um truque que por vezes faço para ser mais fácil suportar a subida: baixar a cabeça e deixar que a pála do boné apenas deixe um campo de visão de uns poucos metros e não veja o que ainda falta.

Mas ao fim de 1h 38m tinha cumprido o treino de 15,3 kms a que me tinha proposto e com um ritmo médio de 6,25 min. ao km, equivalente ao ritmo que pretendo fazer na Maratona para a poder terminar em cerca de 4h 30m.


Foi bom saber que consigo fazer 15 kms ao ritmo a que pretendo correr a Maratona, mas fiquei a saber que a Meia de Almada vai ser bem dura, pois o seu percurso não é nada plano. 

Agora resta aproveitar os quase 2 meses e meio que ainda faltam para fazer mais uns quantos treinos nestes percursos para no dia conseguir fazer a Meia Maratona confortavelmente, ou pelo menos assim o espero.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ouve o TEU MELHOR AMIGO !!!

(Foto retirada da Internet)

De uma forma geral a prática desportiva faz bem à saude e deve ser um hábito a seguir por todos nós. No entanto deverá ser avaliada se o desporto que pretendemos praticar tem alguma contraindicação face à nossa condição física em particular.

A prática de desporto de forma moderada, ainda que desejável e sem grandes contra indicações à priori, deve ser efetuada com consciência e se possível depois de consultar um médico para saber se estamos aptos para o fazer.

Mas à medida que os objetivos vão sendo mais ambiciosos, e que levam a uma intensificação dos treinos, mais rigorosos devemos ser a avaliar o nosso estado de saúde de forma a garantir que está tudo em ordem.

A prática desportiva intensa exige uma grande resistência e uma boa resposta cardiovascular pelo que o coração será talvez o NOSSO MELHOR AMIGO, e como tal devemos ter cuidados redobrados com ele.

Depois de ter feito a Meia Maratona em Dezembro e estando neste momento a preparar-me para a minha 2ª Meia Maratona num período de 6 meses, para depois começar a "atacar" a Maratona, os treinos vão naturalmente intensificar-se, pelo que decidi verificar se estava tubo bem com a "máquina", aquela que irá ser o meu melhor amigo.

Como no ano passado a minha médica não me passou a prova de esforço que lhe pedi, nem tam pouco um eletrocardiograma, decidi que seria a altura de levar isto mais a sério e hoje foi o dia de visitar o cardiologista.

Depois de relatar todo o meu historial relativamente a desporto (quase nada antes de 2006, altura em que comecei a correr), de ter respondido às perguntas que me fez a nível clínico, de ter mostrado os ECG e as provas de esforço que tinha ( de 2000 e de 2011), de ser auscultado e de me terem medido a tensão arterial, o prognóstico preliminar é que à partida não existirá nenhuma contra-indicação.

Agora fica a faltar a realização do Eletrocardiograma, do Ecocardiograma e da Prova de esforço para garantir que está tudo em ordem.

Dia 18 de Fevereiro será o dia em que terei concluído os exames e que, em princípio, saberei se está tudo em ordem.

Aguardemos.

La Mancha !!! - Teste 4 - Pensos rápidos vs. Outros Pensos



Este foi o 4º teste para encontrar uma solução que evitasse a fricção nos mamilos. Neste teste decidi fazer um comparativo à moda do que se faz nos testes com os automóveis.

De um dos lados estava o tradicional penso rápido. Do outro estava um penso redondo que prometia uma melhor aderência. 

O teste foi realizado num treino de 10 kms, ou seja, um treino não muito longo. À medida que o treino ia decorrendo começei a pensar que poderia estar ali uma solução, mas perto do km 6 começei a sentir a fricção de um dos lados e passado mais algum tempo a camisola começou a ficar manchada.

Era altura de para e ver o que estava a acontecer. Os pensos rápidos que havia colocado em cruz tinham desaparecido, enquanto que do outro lado o outro outro penso ainda se mantinha, embora mal, pois os pelos do peito com a transpiração já quase o tinham feito descolar.

Decidi parar e colocar novos pensos rápidos em cruz, no lugar daqueles que haviam desaparecido, mas com a transpiração nem 2 kms duraram.

Apreciação global: Os pensos utilizados não se revelaram grande solução, apesar de várias pessoas apontarem os adesivos como uma boa solução. Não testei os pensos à prova de água, mas esse teste ficará para um futuro próximo.

P.S. : A opção por adesivos ainda me parecia a melhor opção e depois de alguns testes, com algumas variantes julgo ter encontrada uma solução bem robusta. Em breve, logo que tenha disponibilidade colocarei os outros testes e aquela que foi para já a minha melhor solução, sem detrimento de vir a testar outras soluções que me foram sugeridas como o body glide ou os pensos rápidos à prova de água.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

OH MY.....Cristo Rei (Semana 43)

(Foto retirada da Internet)

Esta semana os treinos voltaram aos eixos. Consegui fazer 3 treinos que totalizaram 28,5 kms. 

Mas comecemos pelo último, o treino de ontem de 12 kms que incluiu a subida ao Cristo Rei, ... e que subida. Nesta fase da minha preparação, a corrida mais exigente que se avizinha é a Meia Maratona de Almada (21 kms), que não é totalmente plana incluíndo várias subidas, sendo que algumas delas quase que são uma parede, como a subida para o Alfeite e para o Monte da Caparica.

Assim, e na semana de eu ir ao cardiologista decidi fazer um treino mais longo, com o alerta do cardiofrequencímetro desligado (para que não fosse sempre a apitar) e reger-me apenas pelas minhas pernas e pela minha respiração. O treino começou assim com uma descida de cerca de 2 kms para aquecer, rumo ao Centro Sul.


Depois de um primeiro km relativamente rápido (5' 46''), decidi resguadar-me um pouco no 2º Km da descida, para enfrentar a subida até ao Cristo Rei, que vindo da Rotunda do Centro Sul são quase 3 Kms de subida. A subida essa foi feita a um ritmo mais lento, talvez porque ainda faltasse um pouco para o fim do treino que terminaria numa subida que parece uma parede, em direção ao Alfeite.


Chegado ao Cristo Rei, foi tempo de recuperar e aproveitar a longa descida por Almada e até Cacilhas, aumentando o ritmo para cerca de 6' ao km, ou um pouco menos para reduzir as pulsações por minuto.


Mas ao km 10 lá estava a subida final rumo ao Alfeite, semelhante à que irei encontrar na Meia Maratona de Almada, se bem que dessa vez será praticamente no início (descansem, haverá outras lá para a frente), e para meu espanto foi feita num ritmo médio mais rápido que a ascensão para o Cristo Rei, e com as pulsações de certa forma controladas, já que também a sua média foi inferior à subida do Cristo Rei. 

Foi assim um treino de 12 kms, o maior que fiz desde a Meia Maratona dos Descobrimentos, em Dezembro, com o tempo de 1h 16', o que não me pareceu mal tendo em conta a existência de cerca de 4 kms de subida.

Voltando um pouco atrás nesta semana, houve ainda 2 treinos entre os 8 kms e os 8,5 kms (Laranjeiro - Cacilhas - Cacilhas) no ritmo acima dos 6' ao km (entre os 6' 18'' e os 6' 27'').

Esta semana traduziu-se assim num total de cerca de 28,5 kms, o que permitiu regressar a um valor mais perto do normal, e francamente superior às semanas anteriores que andavam entre os 10 kms e os 17 kms por semana.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

La mancha !!! Teste 3 - Adesivo com proteção (Mepore)


Depois de a Vaselina e de o Penso líquido em  spray (Urgo) se terem revelado duas soluções algo limitadas, ja que não conseguiam prevenir do efeito da fricção em treinos e/ou provas que fossem para além dos 10 kms, decidi experimentar algo que já andava a idealizar há já algum tempo.

Decidi ir à farmácia comprar um adesivo e se por vezes devemos ouvir o conselho do farmacêutico, pois trabalha com aqueles produtos (medicamentos e outros) todos os dias, esta foi daquelas vezes que não o deveria ter feito
Pedi então assim um adesivo que pudesse aplicar nos mamilos e sugeriu-me o Mepore (ver foto acima) que é um adesivo em rolo, que pode ser cortado à medida e que possui uma proteção, um reforço, que poderia melhorar a proteção da zona dos mamilos.

No treino seguinte lá apliquei o adesivo e fui correr cerca de 10 kms. Algures entre o km 5 e o km 7 o adesivo desapareceu (nem dei conta dele cair) e lá recomeçou o efeito da frição. A camisola ficou como podem ver abaixo.


Apreciação Global: A aplicação do adesivo não se revelou uma boa opção, em particular devido aos pelos do peito, que não permitem a sua boa aderência. 
 
No entanto o adesivo parece ter ainda um grande potencial, ainda que não este em particular. Outros testes, com outros adesivos se vão seguir.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Corrida Espírito de Aliança: Lisboa-Mafra (100 Kms) - Etapas 1 a 4

 1ª etapa - 5:00 Lisboa - Sacavém (8,7Km) 




Instituto Superior Técnico, Areeiro, Av. Gago Coutinho, Bairro da Encarnação, Bairro da Portela, Sacavém (Ponte sobre o Trancão), junto ao Convento das Clarissas.
  




 2ª etapa - 6:00 Trancão - Mata do Paraíso (10,4Km, total 19.1Km) 



Ponte de Sacavém, pelo “ Caminho do Tejo” (identificado por setas amarelas e azuis correspondendo às direcções de Fátima e Santiago), passando pela Casa do Monteiro Mor, em Alpriate abandona-se esse caminho deixando o vale do Tejo e atingindo a Mata do Paraíso. 


3ª etapa - 7:10   Mata do Paraíso - F42/F.  Aguieira (6,6Km, total 25,7Km)
 




Ascender pela Mata do Paraíso à cumeeira da serra de Serves por onde se prossegue até ao Forte da Aguieira.





 4ª etapa - 8:15   F42/F. Aguieira - A-do-Mourão  (6,2Km, total 31,9Km) 
 



Do Alto da Aguieira descer à Portela, ladear o Forte do Arpim (km 27) e chegar a A-do-Mourão passando pelo moinho e pelo marco geodésico que lhe tomam o nome.




Informações retiradas do Site da Prova --> Corrida Espírito de Aliança (Itinerário)
 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Alerta VERMELHO !

(Foto retirada da Internet)


Desde que comprei o Garmin que tenho a possibilidade de analizar em maior detalhe os treinos efetuados, em particular a minha frequência cardíaca ao longo destes. 

A análise dos treinos já efetuados veio revelar algo que já desconfiava, isto é, que apesar de me sentir bem, sem grandes problemas de axuastão, parece que tenho uma frequência cardíaca superior a outras pessoas com quem tenho falado. 

Agora que os treinos se começam a intensificar rumo à Maratona, e que a coisa começa a ficar mais séria, decidir verificar a coisa com mais atenção, pelo que decidi marcar uma consulta de Cardiologia Desportiva, para ver se está tudo bem, e fazer os exames que sejam necessários, para garantir que posso aumentar as cargas de treino.

P.S. - Não que eu não tenha tido alguns cuidados antes de começar a correr. Em 2011, fiz análises, um RX ao tórax e uma prova de esforço e estava tudo bem, ainda que estes exames tivessem sido efetuados na óptica de uma pessoa normal, e não de quem se está a preparar para uma Maratona.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Semana 42

Esta semana, apesar de não ter corrido como esperava revela já algum aumento nos kms feitos e uma melhoria ao nível da forma física.

Concluida que está a semana 42 continuo com um "défice" (palavra agora na moda) de 42 kms face ao meu objectivo de correr 1.000 kms este ano. Esta situação não me preocupa, pois acredito que vou ultrapassar largamente este objectivo com a preparação para a Maratona, pois se tudo correr como o previsto irão existir semanas de 40 a 50 kms.

A semana começou com um treino de 8 kms, na 4ª feira, em 47' 19''. Poderiam ter sido mais mas não houve tempo para tal, o que se refletiu no ritmo em determinada parte do treino, pois tive que acelerar um pouco.


 No dia seguinte foi tempo de ir ao ginásio e aproveitei para fazer dose dupla: Primeiro uma aula de cycling (ou spinning, como preferirem) logo seguida por uma aula de PIlates para fortalecimento da zona abdominal.

Sábado foi dia de novo treino, desta vez totalizou 9,1 kms, repartidos por 2 kms de aquecimento, 10 séries de 200 mts com recuperação de 2' entre elas e 2,3 kms de arrefecimento. Foi um treino puxado, especialemente a partir da 4ª série, mas mesmo assim, consegui manter alguma consistência quase até ao fim em cada uma das séries.

Esta semana ainda fiquei ligeiramente abaixo dos 19,25 kms /semana para atingir os 1.000 kms no fim do ano, mas para a semana penso já inverter esta situação e recuperar alguns kms perdidos.



domingo, 26 de janeiro de 2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

Corrida Espírito de Aliança: Lisboa-Mafra (100 Kms) - (2)

 A História das Linhas de Torres

As Linhas de Torres são um conjunto de fortificações construídas entre 1809 e 1814, na zona peninsular de Portugal, entre o rio Tejo e o Atlântico.

Estas 3 linhas, compreendendo 8 distritos e um total de 153 fortificações, foram criadas como estratégia militar para a defesa do exército anglo-luso contra as forças armadas francesas, durante a Terceira Invasão Francesa de Napoleão Bonaparte para dominar o porto de Lisboa, importante bastião das comunicações entre a armada portuguesa e a britânica

Compreendendo o poder desta estratégia militar, as tropas francesas acabaram por empreender a sua retirada.

O Espírito de Aliança

A Corrida Espírito de Aliança celebra a união de cidadãos por uma causa, de valores que se perpetuam no tempo e de laços que nos estão no sangue. Qualidades patentes no logótipo da corrida.



O brasão homenageia o espírito de aliança que Portugal e Inglaterra formaram para lutarem por uma causa comum.

As torres representam as três linhas na defesa da cidade de Lisboa.

As pegadas simbolizam o espírito de corrida, de caminhada e de jornada.

A prova

Bem-vindo à corrida Espírito de Aliança!

No ritmo certo, vamos percorrer 100 quilómetros de História das Linhas de Torres, que nos levará - de Lisboa até Mafra - a passar pelos locais mais emblemáticos que constituíram importantes pontos de apoio nas três Linhas defensivas de Lisboa. Através de uma Ultra-Maratona que pode ser realizada na sua totalidade ou consoante os troços que cada um pretenda correr (bastando para isso ver o percurso no nosso itinerário).

Na vossa companhia e dos vossos amigos e familiares estaremos a permitir a atribuição de 7 bolsas de estudo a jovens estudantes, uma por cada município integrado no percurso da Ultra-Maratona.

O valor das inscrições reverte na sua totalidade para a Fundação Portuguesa de Cardiologia.
Este é o nosso Espírito, venha celebrá-lo connosco!



 
Informações retiradas do Site da Prova --> Corrida Espírito de Aliança



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

La mancha !!! Teste 2 - Penso Líquido em Spray (URGO)



Este verão estava eu de férias lá para os lados de Castelo Branco, aproveitei os montes para continuar a treinar e a aumentar a resistência e a força, mas continuava a debater-me como haveria de resolver o problema do sangramento dos mamilos, pois apesar de usar vaselina, quando o treino era mais longo do que os 10 kms esta não era suficiente para efeitar que a fricção da camisola deixasse ficar a sua marca.

Por estes dias e confrontado com o facto do meu filho mais pequeno ter dado vários espalhanços num curto período de dias, esfolando por diversas vezes os joelhos, sempre no mesmo sítio, fomos até à farmácia perguntar o que poderia ser aplicado, que ajudasse a uma mais rápida recuperação e protegesse a pele sensível daquela zona, devido às diversas esfoladelas em tão pouco tempo.

Na farmácia falaram-nos de um penso líquido que é aplicado em spray sobre a zona pretendida e que quando seco forma uma pelílula protetora e transparente.

Ainda a farmacêutica estava a falar e a explicar para que servia, como se aplicava e o resultado que se obtinha e já eu estava a imaginar qual a utilização que eu lhe poderia dar para tentar resolver o problema do sangramento dos mamilos.

Se bem o pensei, melhor o fiz, e no treino seguinte lá fui eu com o penso líquido aplicado, mas o resultado não fui muito diferente da vaselina, pois a partir dos 10 kms lá comecei novamente a sentir os efeitos da fricção.

Apreciação Global: Assim, para treinos curtos, até 10 kms ou 1 hora de corrida, o penso líquido (ver foto) pode ser uma opção, mas não será certamente suficiente para provas como a Meia Maratona, ou mesmo a Maratona.

P.S. - O penso líquido em spray aplicado sobre zonas em ferida e que ainda não tenham crosta formada, poder arder, .... e muito, acreditem.  

La mancha !!! - Teste 1 - A Vaselina


Há já algum tempo que a vaselina se assumiu como uma valiosa companheira nas minhas corridas, sejam elas treinos ou provas, por forma a evitar o sangramento dos mamilos. Nem sempre me aconteceu este problema, mas com o seu surgimento mais frequente fui obrigado a investigar como o poderia resolver. Uma das primeiras soluções que descobri, foi precisamente esta: a Vaselina.

A sua colocação na zona dos mamilos é algo relativamente fácil e rápido de fazer e pode aplicada onde quer que estejamos.

A Vaselina tem-se revelado uma boa solução sempre que as corridas/treinos têm até 10 kms ou até 1h de corrida. Já tenho notado que em alguns treinos mais longos, nem todos (mas penso que isso também possa ser influenciado pela maior ou menor sensibilidade da zona nesse momento), começa a ser insuficiente e começo novamente a sofrer do efeito da fricção nas camisolas.

Apreciação Global: Trata-se de uma boa solução para corridas/treinos até 10 kms e/ou 1 hora, mas não será suficiente para corridas como uma Meia Maratona ou mesmo a Maratona. Uma possivel solução será levar o tubo de vaselina no bolso dos calções para fazer novas aplicações durante a prova/treino.

P.S: Recentemente li e falaram-me acerca do baton para o cieiro. Sinceremente não cheguei a experimentá-lo em ambiente de prova/treino, mas apliquei-o em casa e penso que o seu efeito venha a ser semelhante ao que se obtém com a vaselina. Também este poderá ser transportado nos calções para aplicações durante a prova/treino.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Síndrome da Banda Iliotibial

(Foto retirada da Internet)

Ao lermos blogues relacionados com atletismo e que relatam as experiências de outros atletas do pelotão, vamos-nos apercebendo de lesões com as quais mais tarde ou mais cedo nos podemos cruzar. 

Ao ler sobre as experiências de outros atletas, e sobretudo das lesões que os afectam e daquilo que passam para poderem recuperar, aproveito sempre para investigar de que se trata essa lesão, de como pode surgir, e como podemos recuperar.

Mas mais do que ler sobre o assunto e aprender algo sobre o mesmo, considero importante partilhar esse mesmo conhecimento, para que outros possam dele beneficiar, prevenindo o aparecimento das lesões, ou poderem recuperar mais rapidamente.

Hoje deixo ficar aqui um vídeo (em inglês) sobre a Síndrome da Banda Iliotibial.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Semana 41

(Parque da Paz - Almada)

Esta foi a Semana 41. 

Não, eu não estou grávido, nem estou a 1 semana de ser pai outra vez (dois traquinas já dão trabalho que chegue). Esta é a semana 41 da minha caminhada para a Maratona, que se iniciou em Abril de 2013.

Alguns meses atrás referi AQUI que não me fazia muito sentido um principiante no que à Maratona diz respeito seguir um treino entre 12 a 16 semanas. Claro que eu entendo que a Maratona requer um treino requer um treino específico, que pode ir das 12 às 16 semanas, mas um principiante precisa mais do que isso. 

Assim, o meu percurso teve início em Abril de 2013 e terminará, se tudo correr bem em Novembro deste ano, ou seja, um total de 82 semanas, pelo que sendo esta a semana 41, estou a meio caminho desse mesmo percurso.

Desde a Meia Maratona, e por variadíssimas razões que tem sido complicado manter alguma regularidade, algo que espero mudar a partir desta semana. Ainda assim hoje decidi regressar ao treino de séries, mesmo sabendo que a minha forma física não era a mesma que consegui atingir à uns meses atrás.

Com a minha atual forma física seria impossível fazer tempos iguais aos que obtive na minha primeira experiência de séries, mas ainda assim consegui manter um ritmo semelhante às séries que fiz no EUL com o Miguel, com a nuance de que desta vez fiz um conjunto maior de séries (6 x 400 mts).

Desta vez não precisei de ir para uma pista para medir a distância de 400 mts, pois tinha a colaboração do GPS da Garmin, que não só me indicava a distância percorrida, bem como o tempo de repouso entre cada série, através de alarmes previamente definidos.

Assim o local escolhido para as séries foi o Parque da Paz (Almada) com o circuito de cerca de 1 km que circunda o lago nele existente (Ver foto).



Quanto ao treino em si, este teve um total 8 kms, num tempo total de 53' 14'', incluindo 2 kms de aquecimento e 1,7 kms de arrefecimento. Nas primeiras séries ainda pensei que poderia recuperar correndo devagar, mas fui forçado a fazer a recuperação a andar, ou não teria conseguido fazer as 6 repetições.



Olhando para os tempos das séries estes marcaram-se por alguma regularidade (1' 50'';       2' 13''; 2' 04''; 1' 50''; 1' 57''; 1' 51'') com excepção da 2ª e da 3ª, nas quais me apercebi que teria de mudar o ritmo de recuperação para conseguir fazer as 6 repetições. 


Ainda que as últimas semanas tenham sido fracas quanto a kms percorridos a média semanal ainda se encontra acima dos 15 kms / semana, o que pretendo manter, começando já esta semana a fazer 3 treinos semanais.



P.S. - Não deu para analizar o ritmo cardíaco porque não consegui emparelhar o cardio-frequencimetro com o relógio, ou então sou eu que ainda não consegui emparelhar com o Garmin.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O meu Baú de Corridas (1) - A 1ª Corrida

Mini Maratona da Vasco da Gama - Setembro 2006

(Foto retirada da Internet)

Foi no ido ano de 2006 que eu despertei para a corrida, com a bonita idade de 32 anos. 

Até então a minha experiência de corrida resumia-se apenas a alguns sprints atrás de veículos de grande porte, vulgarmente denominados de transportes públicos e a algumas futeboladas de Futsal. 

Talvez o facto de quando era novo, quando ainda andava no 6º ano, ter participado numa corrida à volta da Praça de Touros do Campo Pequeno (Lisboa) e ter dado um tralho, no qual esfolei os joelhos e as palmas das mãos me tenha influenciado a não correr. 

Foi apenas em meados de 2006 que nasci para a corrida depois de um colega meu de trabalho na altura me ter desafiado para correr, para ir correr com eles. Na altura expliquei-lhe que tal não fazia qualquer sentido pois mesmo estando na disposição de aceitar o desafio, não conseguiria fazer mais do que 5 minutos seguidos a correr e estragaria o treino a quem estava habituado a correr mais tempo.

Foi por isso mesmo que combinei que iria treinar sozinho, mesmo que tal implicasse uma força de vontade, que na altura seria praticamente sobrehumana, já que não estava habituado a qualquer tipo de atividade física.

No meu primeiro treino apenas consegui correr 5 minutos, mas depois continuei a andar pelo Parque da Paz durante quase cerca de 1h. Nesse tempo houve um Sr., que teria mais do dobro da minha idade que passava constantemente por mim a correr, o que me levou a pensar: "Raios me Partam (desculpem lá qualquer coizinha), se eu não sou também capaz!). 

Os treinos foram aumentando de 5 min., para 7 min., para 9 min., depois 12 min. até que consegui fazer treinos de 30 minutos. Nessa altura comecei a fazer treinos conjuntos e la fui crescendo até aos 45 minutos.

Por esta altura ainda não sabia se iria continuar a correr mas lá me inscrevi na Mini Maratona da Ponte Vasco da Gama (8 kms). É uma prova bastante popular, repleta de atletas, com as mais diversas preparações físicas, o que nos permite não desmoralizar. 

Foi uma prova relativamente fácil, que consegui fazer sempre a correr, ainda que o tempo fosse algo modesto: 1h 12min.

A partir deste dia estava decidido que continuaria a correr, pois depois de ter feito os 8 kms com aqueles ténis de fim de semana, com solas rijas que nem tábuas, andei 3 dias com dores atrozes nos tornozelos devido ao impacto que estes sofreram.

Agora sim que tinha tomado a decisão de continuar a correr fazia sentido investir em equipamento adequado.


P.S. - Desculpem lá não ter fotos mas nesta altura eu era muito tenrinho nestas coisas.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

La mancha !! Possíveis Soluções.


Há algum tempo atrás escrevi AQUI um post sobre um problema que afeta sobretudo os corredores do sexo masculino, que para além de ser bastante doloroso pode ferir a susceptibilidade das pessoas mais sensíveis e que se cruzam com atletas que sofram deste mal: o sangramento dos mamilos provocados pela fricção das camisolas. 

Apesar de este não ser um problema exclusivamente masculino, as mulheres estão menos expostas a ele devido à protecção que lhes confere o soutien.

Este verão, por diversas vezes fui acomentido deste mal, em particular numa altura em que estava a treinar 3 vezes por semana e não conseguir sarar completamente entre treinos.

Neste meses que entretanto passaram aproveitei os treinos e as provas para trocar ideias e experimentar diversas soluções de forma a tentar encontrar uma solução o mais duradoura possível, que fosse capaz, de numa maratona, aguentar pelo menos 30 kms, que eu conseguiria aguentar os restantes 12 kms.

Nos próximos posts irei deixar aqui o relato de diversas soluções que experimentei, umas melhores, outras melhores, e quais as conclusões a que cheguei.

Os candidatos são:

1) Vaselina




 2) Penso líquido em Spray (Urgo)



  3) Adesivo com proteção (Mepore)


  4) Pensos rápidos


  5) Outros pensos


6) Rolo Adesivo (Mefix) 


7) Penso cirúrgico 




Alguém arrisca adivinhar qual destas possíveis soluções se revelou a mais eficaz?

sábado, 11 de janeiro de 2014

Corrida Espírito de Aliança: Lisboa - Mafra (100 Kms)


Em 2013, o CLUBE DO STRESS, conjuntamente com a Revista Spiridon, celebrando os 200 anos de aniversário das Linhas defensivas de Torres contra as invasões francesas organizou a prova "Linhas de Torres  - 200 anos/100 Kms", contribuíndo de uma forma diferente para o conhecimento do papel que estas desempenharam na história de Portugal. 



À época a transmissão das mensagens fazia-se por via óptica utilizando mastros de sinais, e por via terrestre através de estafetas a pé ou a cavalo. As más condições atmosféricas condicionaram com frequência o recurso aos telégrafos dos sinais. Foram de facto as estafetas terrestres, com tradição milenar, que garantiram em último recurso a operacionalidade das comunicações. Este elemento chave para o controlo e coordenação das operações era vital numa situação de confronto como aquele que se vivia então a norte de Lisboa.

CLUBE DO STRESS assinalou esta importante efeméride, efetuando um percurso de 100 Kms no interior das Linhas, correndo ao longo dos trilhos que os estafetas utilizaram há dois séculos. O itinerário escolhido percorreu troços dos Distritos Militares das Linhas a Norte de Lisboa, que atravessam todos os Concelhos da zona: Lisboa; Loures; Vila Franca de Xira; Arruda dos Vinhos; Sobral de Monte Agraço; Torres Vedras e Mafra, autarquias que desempenharam naquela época um relevante papel na construção dessa zona do sistema defensivo, mobilizando os trabalhadores e outros recursos através dos Capitães-mores.

A aposta foi correr, num único dia, ao longo de 15 horas um percurso de 100 kms, desde Lisboa até Mafra passando pelos locais mais emblemáticos que constituíram importantes pontos de apoio nas 3 Linhas defensivas de Lisboa, percurso esse que pode ser realizado na totalidade, ou em alternativa, apenas as etapas que os participantes pretenderam correr.
 
Em 2014, o CLUBE DO STRESS volta a organizar esta prova, desta vez sobre o nome "Espiríto de Aliança", na qual se vai percorrer 100 quilómetros de História das Linhas de Torres, que nos levará - de Lisboa até Mafra - a passar pelos locais mais emblemáticos que constituíram importantes pontos de apoio nas 3 Linhas defensivas de Lisboa.



O percurso poderá ser realizado na sua totalidade ou consoante os troços que cada um pretenda correr, na companhia dos elementos do STRESS, com a família ou os amigos. 

Trata-se de uma corrida realizada em ritmo certo, ao longo dos trilhos que os estafetas utilizaram há dois séculos.

No final todos serão vencedores, e esta aliança irá permitir oferecer oferecer bolsas de estudo a jovens estudantes.

A participação neste evento tem subjacente um donativo mínimo de 5,00€ (cinco euros), o qual reverterá integralmente para a Fundação Portuguesa de Cardiologia.

A 17 de Maio, juntem-se ao STRESS e façam parte desta aliança pela cidadania!

Venham "Correr por quem não pode".