Domingo, 23 de fevereiro de 2014.
Este dia marcava o meu regresso às provas depois da S.Silvestre de Lisboa. A Corrida da Árvore (10 kms corridos no parque de Monsanto - Lisboa) seria a minha primeira prova em 2014. Depois de um janeiro um pouco atribulado, quero dizer com poucos treinos, bem menos do que os inicialmente planeados, fevereiro tinha voltado a entrar nos eixos e o ritmo de treinos aumentara significativamente. Cheguei mesmo a fazer um treino de 17 kms no primeiro treino Corro, Logo Existo.
Esta seria também a prova onde iria estrear o novo equipamento de um dos 2 clubes pelos quais costumo correr. Poderá parecer estranho que alguém corra por dois clubes, mas se o Marco Paulo tinha dois amores (uma loira e uma morena) porque é que alguém não poderá ter dois clubes no seu coração.
Pois bem aqui estou eu equipado a rigor, e ainda bem descansado, momentos antes da partida da prova.
Às10h em ponto era dada a partida para a Corrida da àrvore, que iria percorrer 10 kms no sobe e desce do Parque de Monsanto, em Lisboa, considerado como o pulmão da cidade. Poucas são as vezes em que numa prova de estrada, numa grande cidade como Lisboa podemos fazer uma prova rodeados de verde por todos os lados.
Confesso que apenas conhecia algumas partes do percurso, a maior parte delas em terreno plano ou que iriam ser percorridas no sentido descendente. As subidas não as conhecia verdadeiramente, e apenas poderia imaginá-las pelo mapa com a elevação do percurso. Para que possam ter uma ideia do que foi o sobe e desce da prova deixo aqui a elevação registada pelo meu Garmin.
Depois de uma partida que se pode considerar rápida para mim, ainda que com uma ligeira subida no primeiro km, e como são sabia quais as subidas que iria encontrar, apenas que se encontravam ao km 4,5 e ao km 8, sensivelmente, optei por não embalar na primeira descida a sério, e por fazer o mesmo nas outras, de forma a dosear o esforço.
Outra das razões que me levou a dosear o esforço foi o facto de no aquecimento que tinha feito inicialmente ter sentido as pernas presas, mas começo a desconfiar que tudo isso é psicológico, pois não há uma única prova onde o aquecimento não me custo horrores e onde eu não pense que não irei conseguir, que vou ter que me arrastar até à meta.
À medida que a prova foi decorrendo fui deixando ir os meus colegas que estavam com um ritmo mais rápido que o meu (a tal gestão de esforço) tendo optado por ficar com um colega que estava com um ritmo semelhante. Ainda assim nos primeiros kms tive dificuldade em o acompanhar, especialmente porque me retraia nas descidas para recuperar e melhor aguentar as subidas, tendo depois que fazer um esforço para o tentar apanhar nos percursos mais planos. Foram bem uns 5 kms até conseguir chegar ao pé dele de forma confortável.
Ainda assim, olhando para os tempos ao km não foi uma prova má, pois todos os kms foram abaixo dos 6' ao km, com excepção daqueles onde havia as maiores subidas.
Do km 5 em diante lá fomos os dois juntos em perfeita sintonia, pois se eu não falava, ele também não, mas também isso não importava nada, pois íamos os dois concentrados na prova e a apoiar-nos mutuamente, ora um à frente, ora outro, ora lado a lado. E não fosse a subida final e ele ter quebrado um pouco nessa parte teríamos chegado os dois juntos à meta, ainda que a diferença não tenha sido significativa.
A prova estava bem organizada pela Xistarca, sem grandes ostentações, mas isso também não era preciso. O percurso é difícil tendo em conta as subidas, mas ainda assim acessível, pois em Monsanto existem subidas bem piores, o abastecimento o adequado (feito ao km 5). Claro que como optei por levar a garrafa comigo durante algum tempo, tive que a levar até à meta, pois não a iria mandar fora para a berma da estrada, sabendo que provavelmente naquele ponto não iria ninguém fazer a limpeza, como acontece nos pontos de abastecimento (mas isso, claro está foi opção minha).
Aos 9 kms mudei o display do meu Garmin das pulsações para o tempo de prova, e com os tempos por km que vinha a fazer pensei que poderia bater o meu record (54' 22''), mas vi que seria quase impossível, e qual não foi o meu espanto que ao levantar a cabeça dei com uma "parede". Pois bem, esqueçam lá o record pessoal, que eu também o esqueci. Agora era fazer o melhor possível e terminar abaixo da 1h, o que consegui (58' 37'').
Terminada a corrida era-nos entregue um saco com a camisola da prova e uma garrafa de água, bem como a respetiva lembrança, uma medalha pensam voçês.....
Pois bem, pensam mal, pois a lembrança desta prova é bem mais original.
Uma àrvore para plantar, ou não fosse esta a Corrida da Àrvore.
Este ano as àrvores oferecidas eram Sobreiros e Azevinhos, e não os tradicionais Pinheiros dos anos anteriores, mas independentemente da espécie manteve-se a tradição, e ainda bem.
Decididamente uma prova para voltar a fazer em 2015.