(Foto tirada da internet)
Ainda que possa parecer, o título deste post nada tem a ver com a derrota do Brasil frente à Alemanha por 7-1 (coisa nunca antes vista).
Depois da descoberta em exames recentes, e da realização de uma batelada de mais exames (uma autêntica Maratona), ontem era dia de realizar mais uns quantos, entre os quais o tão famoso e temido Round 3, poderia ser uma hipótese.
Assim lá fui de manhã para o hospital tentando estar o mais calmo possível e não pensar nos exames que poderia ter que vir a fazer (o temido Round 3).
A equipa médica que os realizou foi EXCELENTE e a primeira parte (chamemos-lhe Round 2.2) até correu bastante bem, no que respeita à questão da sua realização e ao facto de ter sido indolor.
O problema surgiu foi quanto aos resultados observados, tendo levado à realização do tão temido Round 3 (por via endoscópica). Mas tinha que o fazer e não havia volta a dar. Refiro novamente que a equipa que o realizou foi EXCELENTE, minimixando ao máximo o desconforto deste.
Mas mais do que fazer este último exame, o que me "doeu" mais, o que me "doeu" mesmo cá dentro foi o seu resultado e o facto deste implicar limitações no treino, obrigando-o a ser moderado (pouco mais do que andar) até Setembro, e o facto de não saber se não virá a tornar-se numa situação indefinida.
É duro colocar um objectivo na nossa mente (Maratona) e ser obrigado a parar 8 meses por causa de uma hérnia discal;
É duro recomeçar a correr e querer fazer a Maratona do Porto e inicialmente não dar para fazer esta e trocar pela de Lisboa.
É duro conseguir gerir as coisas e trocar a Maratona de Lisboa pela Maratona do Porto, e 2 dias antes de me inscrever um exame de rotina lançar a confusão e obrigar-me a suspender a inscrição.
É duro passar quase 2 meses em exames e encontrar algo que não se estava à espera e ficar condicionado por mais 2 meses e SER OBRIGADO a desistir da Maratona do Porto.
É duro estar nesta incerteza se alguma vez poderei voltar a almejar conquistar a Maratona.
Hoje, por muito que queira pensar de outra forma só consigo pensar que a corrida para mim terminou, pelo menos da forma como eu a via. Eu não sou um atleta de alta competição, nem tinha quaquer aspiração a ganhar o que quer que fosse. O meu objectivo era apenas o de me divertir e o de ir mais além, competindo apenas com uma e só uma pessoa: EU.
Hoje, não consigo ver a luz ao fundo do túnel e temo não poder voltar a correr como o fiz até aqui, tentando sempre superar os meus limites e sentindo-me fantástico, até mesmo eufórico, sempre que o conseguia.
Hoje, tive que desistir do meu sonho de fazer a Maratona do Porto, onde me imaginava a correr as ruas da invicta encontrando todos aqueles amigos e conhecidos que fiz ao longo deste tempo todo nas corridas e nos treinos que fiz.
A todos aqueles que vão estar no Porto, e a quem não o vou poder desejar pessoalmente, quero expressar aqui todo o MEU APOIO e DESEJAR-VOS do fundo do meu coração (este que me está a trocar as voltas) UMA MARAVILHOSA E FANTÁSTICA PROVA.
P. S. - Deixo-vos aqui uma música que traduz o meu atual estado de espirito (no que respeita à Maratona e não quanto ao sentido literal da letra da música)








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