terça-feira, 31 de dezembro de 2013

S. Silvestre Lisboa - Lento Regresso



Depois de ter acabado a Meia Maratona dos Descobrimentos em mau estado o regresso à forma física tem sido lento. Depois da prova estive 9 dias sem correr, não tanto pela questão física, mas se calhar mais pela parte psicológica, pois esperava que com o treino que tinha a tivesse acabado em melhor condição.

Os treinos recomeçaram lentamente tendo o primeiro treino ficado pelos 7,4 kms a um ritmo bem pasmacento de 6' 47'' ao kms. Dois dias depois era altura de fazer um treino de 5 kms, desta vez com um ritmo mais interessante, mas ainda lento: 6' ao km.

Antes da S. Silvestre viria ainda a fazer 2 treinos, onde a melhoria física começava a aparecer lentamente: o primeiro de 6,8 kms a um ritmo de 6' 26'' ao km e o segundo de 7,7 kms a um ritmo de 5' 57 kms, sendo que este último tinha mais subidas do que os anteriores.

Ainda assim estava longe da minha normal forma e em nenhum dos treinos tinha feito pelo menos 10 kms, pelo que em termos psicológicos estava com algum receio de encarar esta prova. Assim optei por não exigir demais, sabendo que no final iria ter uma subida de 2 kms, e iria encará-la na desportiva, como se um treino fosse e apontaria para um tempo de 1 hora, ou seja, um ritmo de 6' ao kms.

Mas vamos à corrida propriamente dita. 

Uma hora antes da corrida começar foi altura  de tirar a foto de grupo.

O Isaac combinava então comigo fazermos a prova em menos de 1 hora, o que estava alinhado com o meu objectivo, já que apenas queria fazer uma hora ou menos, sem interessar o quanto menos. 

Vinte minutos antes da partida lá fomos para a zona de partida, para a zona +60 (afinal o mais60 do dorsal não era o escalão mas sim o escalão de tempo). Enquanto agurdávamos pela partida e como já estava um pouco de frio fomos ainda brindados por um chuveirito, de água fresquinha, mas não destoar.

A prova niciava-se nos Restauradores, descia para o Rossio e pela Rua do Ouro em direção ao Terreiro do Paço, virava à direita para a Rua do Arsenal em direção ao Cais do Sodré, de onde seguia para a 24 de Julhos. Depois do retorno voltava-se a passar pelo Cais do Sodré novamente em direção ao Terreiro do Paço, desta vez pela Av. Ribeira das Naus. Chegados ao Terreiro do Paço virava-se à esquerda em direção à Rua da Prata e à Pr. da Figueira, ao Rossio e à longa subida da Av. da Liberdade, até sermos libertados pelo Marquês de Pombal e podermos então descer rumo à meta nos Restauradores.
Dada a partida lá fomos devagar, pois a quantidade de atletas era tanta (8.000 atletas), que não se podia ir muito depressa. Isso mesmo se vê pelo ritmo do primeiro Km, que foi de 6' 22'' ao kms. Daí em diante foi tempo de paulatinamente ir recuperando, ou seja, ir aumentando o ritmo que consegui estabilizar nos 5' 46 entre os kms 4 e 6. Mas depois eis que vinha a subida, e estivesse eu num bom momento de forma e teria sido outra coisa, mas assim, foi ver uma quebra para os 6' 23'' e os 6' 45 nos kms 8 e 9 respetivamente.


Finalmente veio a descida e depois de recuperar era altura de acelerar e tentar ganhar algum do tempo perdido na subida e cheguei mesmo aos 5' 30'' no derradeiro esforço, mesmo sabendo já nessa altura que não conseguiria menos de 1 hora.

Ainda assim fiz 1:00' 59'', o que até nem é muito mau face às minhas expectativas.

Esta era a prova que eu estava a precisar para voltar a encarar de outra forma distâncias mais longas.

Agora que venha 2014 e a continuação da preparação. 





sábado, 28 de dezembro de 2013

Hoje é dia ..........






Passados que estão 20 dias desde que terminei a Meia Maratona dos Descobrimentos, em mau estado pode-se dizer, o que sem dúvida levou a um lento regresso, mais pelas mazelas psicológicas do que físicas, é chegada a hora de voltar a uma prova, desta vez a S. Silvestre de Lisboa, que irei fazer pela primeira vez.

Será um regresso tranquilo, sem grandes expectativas, feita de forma tranquila, assim o espero, e que servirá como ponto de partida para nova Meia Maratona, rumo à Maratona do Porto.

Desta vez irei correr com a camisola de quem me trouxe para o mundo da corrida:  O CLUBE DO STRESS.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Um BOM "Sapatinho" !!!




A todos quantos por aqui passam quero desejar-vos um "BOM Sapatinho", ou seja, quero desejar um BOM NATAL, junto de todos aqueles que mais gostam e cheio de felicidade.

Desejo ainda que o possam passar cheios de saúde para poderem continuar a fazer Kms por aí fora, e que o PAI NATAL vos presentei com um "sapatinho" recheado para a nova época que se aproxima, seja umas meias de compressão, umas luvas para o frio, umas calças (para os dias frios) ou uns calções, uns bastões ou um camelback, ou quem sabe, não será mesmo um "sapatinho" (sapatilhas) novas.

Aqui por este lado o PAI NATAL veio mais cedo e largou um Garmin Forerunner 210.

Um Santo e Feliz Natal para todos e que 2014 traga muitos e bons Kms.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Adivinhem quem chegou mais cedo ??? ......


 O Natal !!!!

Não, não emigrei para a Venezuela, onde segundo consta o Natal acontece por decreto do Presidente, ou não fosse este capaz de falar com um passarinho que pousou perto dele e que seria, ao que consta o grande Hugo Chavez.

Também não voltei a acreditar no Pai Natal, já sou crescidinho, ou talvez não, pois ainda alimento a criança que há dentro de mim. 

Mas este ano, com o regresso às corridas de uma forma mais intensa e regular e com objectivos bem definidos, já há algum tempo que sentia uma necessidade crescente que não conseguia satisfazer.  

Com o passar do tempo o equipamento foi melhorando, as exigências tornaram-se cada vez maiores bem como o planeamento e o registo dos treinos, de forma a garantir uma evolução e uma progressão sustentada. 

O Cardiofrequêncimetro era uma peça fundamental neste processo todo, mas o planeamento dos treinos e a sua análise posterior começavam a ficar aquém das necessidades, pois para tal recorria a ferramentas como o Ride With GPS, que ainda que utilizados em offline, ainda assim  me davam alguns parâmetros (e uma grande trabalheira).

Assim, aproveitando o lançamento no mercado de 2 novos GPS da marca Garmim (o 220 Forerunner e o 620 Forerunner), decidi aproveitar uma promoção da Decathlon que baixava o preço do Garmim Forerunner 210 em quase 60 euros, ficando a apenas 159€, quando antes estávamos a falar de cerca de 220€.

Já há muito que andava a seguir este modelo que me parece ser adequado pois para além do GPS continua a ter o cardiofrequencímetro. 

Pois eis que este fim se semana, o Natal chegou cá a casa.

EI-LO !!!!!


A somar a isto tudo a sua compra com recurso ao cartão de financiamento da Dechatlon permitiu que o possa pagar num período de 3 meses sem juros, a começar em Janeiro de 2014, e como foi feito este fim de semana também deu direito a vir a receber um vale de 12€ da Dechatlon.

A São Silvestre de Lisboa, no dia 28 de Dezembro irá ser o seu teste de fogo.

E viva o Pai Natal !!!

P.S: Não sou nada materialista, nem sequer ligo a prendas, sejam elas de Natal, de Aniversário, ou quaisquer outras, mas já há muito tempo que andava a sonhar com este menino.

Não vejo a hora de ir para a rua com ele!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

À descoberta da MEIA !



Este fim de semana, depois de dezoito meses de ter tentado fazer a meia maratona, sem sucesso (sempre a correr, entenda-se) voltei novamente a tentar esta distância, depois de uma longa paragem, e com o objectivo de tentar bater o meu melhor tempo (2h 36m 36s) nos idos tempos de 2008.

Se desta vez estava mais bem preparado, como nunca antes o estivera, então a exigência que eu coloquei era muito maior, pois não me bastava apenas terminar (sempre a correr), não me bastava fazer o melhor tempo. Eu queria ir mais além. Eu queria acabar bem, confortável, sem caimbras, sem aquele sofrimento dos kms finais em que sempre me arrastei, sem saber muito bem como. Mas isso não chegava. Eu queria ir mais além. Eu queria aproximar-me das 2h, talvez 2h e 5m, talvez mesmo 2h, ou quem sabe mesmo, abaixo das 2h.

A corrida foi-se aproximando e depois de ter feito um treino longo de 18 kms (no qual usei meias de compressão) e que acabei bem, sem caimbras, pensei que isso seria possível, pois só faltavam mais 3 kms. Esse mesmo treino de 18 kms feito no tempo de 1h 47m, que durante 10 kms tinha 5 subidas de 500 mts, ainda que dando o desconto de uma perda nos 3 kms finais indiciava que poderia ficar na casa das 2h 5m. 

Mas o dia chegou, e o sonho desvaneceu-se. Eu sei que muitos tem-me dito aqui que devo deixar de pensar nas 2h 05m e ficar satisfeito por ter tirado 22 minutos ao meu anterior tempo. Eu sei que foi uma grande melhoria, mas eu queria ter acabado bem, confortável, sem me arrastar nos últimos kms e não passar 10 minutos junto do meu carro, no fim da corrida, a sofrer com caimbras.

Mas vamos à prova.

Às 7h da manhã era tempo de levantar e comer o pequeno almoço que ensaira nos treinos: Café e torradas com manteiga e marmeldada. Nesse dia reforcei a dose de magnésio (2 ampolas de Magnoral) mas nem isso me safou.

Ao chegar a Lisboa, pouco antes das 9h da manhã, o termómetro em Alcântara marcava 4º C e o dia prometia ser frio. Ainda hesitei em correr com calças ou com calções, mas optei por estes, pois com o começar da corrida, o frio iria desaparecer.

9h - Era a hora marcada para a nossa foto, dos que iram participar na Meia Maratona (Isaac, Miguel e Eu) e participar nos 10 kms (José). 


(Isaac, José, Miguel e Eu)

Depois era altura de ultimar o equipamento e ainda deu tempo para tirar uma foto à equipa que ia correr a Meia Maratona. (foto tirada pelo Fábio do Blog Amantes da Corrida).

 (Eu, Miguel, e o Isaac)

Depois de um minuto de silêncio em homenagem a Nelson Mandela foi dado o tiro de partida e lá seguimos em direção à subida do Restelo. O Miguel, mal ouviu o som da partida, ligou o turbo e nunca mais o voltámos a ver a não ser quando já vinha no retorno.

Depois de passar pelo Mosteiro dos Jerónimos começámos a subir em direcção ao Estádio do Restelo. Eram apenas 400 mts de desnível, mas o suficiente para nos fazer abrandar a passada. Rumo a Algés, à passagem do Km 1 estávamos com um ritmo de 6'14'' ao km. 

Depois vinha a descida para Algés, e aqui o importante era não acelerar e manter um ritmo normal, até se entrar na Av. da Índia e começar verdadeiramente a corrida. Tinha combinado com o Isaac fazermos a prova em conjunto, enquanto fosse possível os dois mantermos ritmos semelhantes. Assim lá fomos, e cruzamos os 5 kms em cerca de 28', o que dava um ritmo de cerca de 5,6 min. ao km.  

A estratégia era km após km podermos retirar alguns segundos à média de 6 min ao km, de forma a que no final da prova tivéssemos uma margem que fosse possível aproveitar. O que eu não suspeitava na altura, até porque então ainda ia comfortável, é que era um ritmo que eu suportaria bem em distâncias de 10 kms, mas que viria a pagar a factura no final da prova.

Fomos mantendo o ritmo e o Isaac fez um trabalho fabuloso a acompanhar-me mas com o passar dos kms eu começava a ficar um a dois passos atrás dele. Nada de extraordinário, mas era o prenúncio, sei-o agora, de que iria quebrar. 

E meu Deus, como eu quebrei.

Passámos os 10 kms mais ou menos aos 56' de corrida e já me começava a custar recolar ao Isaac. A foto é exemplo disso mesmo.
(Isaac e eu a tentar recolar)

Mas perto do Terreiro do Paço insisti com o Isaac para que ele se fosse embora pois eu não iria conseguir acompanhá-lo àquele ritmo, e ele assim só iria estragar a sua prova. Ao passar pelo Terreiro do Paço tomei o primeiro gel com água, o que me deu algum ânimo e me permitiu, ainda que a um ritmo inferior, manter o meu próprio ritmo, rumo a Santa Apolónia.

Já depois da viragem, e já no regresso é que me apercebi do ritmo que deveria ter posto na primeira parte da prova, pois nem queria acreditar quando me cruzei com o João e logo a seguir com a Isa. Mais à frente seria passado por eles e posso dizer-vos que cheguei a pensar que estava quase parado. Ao João ainda tive força para lhe gritar "Força João, rumo a Sevilha". Quanto à Isa apenas lhe consegui dar uma palavra de incentivo quando nos cruzámos, porque quando ela passou por mim já eu me estava a arrastar. 

Daí para a frente a corrida não tem mais história, foi sempre a cair, e a cada km que eu passava só olhava para a frente à procura da placa seguinte. Ao km 16 tomei o 2º gel e acabei com a água que levava, a pensar que no km 20 iria haver novo abastecimento (de 5 em 5 km como anunciado e marcado na placa dos 20 kms).

Mas abastecimento...... NADA!!!

Mas agora já só faltava um km, e desistir nunca, mesmo que me fosse a arrastar. Ao chegar ao últimos 200 mts tive a agradável surpresa do Isaac passar as fitas e fazer ainda ums 100 mts comigo. 

Em resumo, o Miguel, ainda que tenha começado a correr mais a sério nos últimos tempos, e tendo em conta toda a sua restante atividade desportiva fez um tempo canhão de 1h 45''. 

O Isaac também fez um grande tempo, quase batendo o seu record pessoal tendo ficado na casa da 1' 57''.

Já eu fiz um mísero tempo de 2h 14m, ainda que dizimando o meu record pessoal, pois acredito que poderia ter conseguido bem melhor se tivesse gerido bem a prova (Paulo, tens toda a razão!! Para a próxima vou repensar a prova e vou ainda mais bem preparado).

A desilusão essa deve-se ao facto de ter acabado a prova a arrastar-me e ter estado cerca de 10 a 15 minutos junto ao meu carro com dores por causa das caimbras. Se havia algo que eu queria provar a mim mesmo é que conseguiria acabar bem, que conseguiria tratar a MEIA por TU !!

O título deste post "À descoberta da MEIA" explica-se pela minha opinião acerca da prova e da sua organização.

Confesso que começo a ficar farto das provas organizadas pela Xistarca, que sendo uma das maiores empresas deste tipo de eventos deveria ser ela a dar o exemplo. A corrida virou moda, e o que interessa é ter o maior lucro possível. Já não basta o valor das inscrições ter vindo a aumentar nos últimos anos, como não cumprem com aquilo que anunciam na promoção do EVENTO.

1) O percurso anunciado (até aos Restauradores) mudou à ultima da hora - isto até dou de barato;
2) "Abastecimento a cada 5 Km do percurso da Corrida" - alguém descobriu o abastecimento dos 20 kms?? Eu não.
3) "Em abastecimentos específicos será fornecida também uma bebida e fruta." - Outro que não descobri. Ainda bem que não vivi na época dos descobrimentos, ou não descobria nada;
4) "Bandas durante todo o percurso" - deviam de ser UNDERGROUND, MUITO UNDERGROUND, pois nem se ouviam.
5) A placa dos 15 kms estava quase 500 mts antes do tapete de registo de tempos. 
6) Uma maçã e uma garrafa de água no fim da prova. Só faltava a malta ter que dar 50 cts (se calhar lá virá o tempo).

Esta prova valeu apenas pelo facto de ter provado que consigo fazer a Meia, ter melhorado o meu tempo, e ter contado com o grande apoio do Isaac.

Obrigado Isaac por tudo.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Está feita a Meia e com RP DIZIMADO, mas .....


Hoje corri a Meia Maratona dos Descobrimentos, um ano e meio depois da minha última tentantiva, e cinco anos depois de o ter conseguido, pela primeira, e única vez.

Mas terminada a prova não sei bem o que sentir. Se por um lado estou maluco da vida por o ter conseguido fazer sempre a correr (exceção feita aos poucos passos para tomar o gel), sem ter caimbras (essas vieram depois quando cheguei ao carro - já é sina), e por ter feito 2h14m, menos 22 minutos que o meu melhor tempo (2h36m em Setembro de 2008), por outro estou danado porque não consegui fazer um tempo entre as 2h e as 2h e 5m, ou mesmo abaixo das 2h como o Isaac bem tentou ao puxar por mim até ao km 11 onde dei o estoiro.

Mas outros dias e outras provas virão e de certeza que vou melhorar e vou ter que resguadar-me mais na primeira parte da prova para não terminar naquele estado.

Agora vou recuperar e brevemente irei contar aqui em mais detalhe, e com fotos, espero, como a prova correu.

Por último um GRANDE ABRAÇO ao ISAAC que me rebocou enquanto foi humanamente possível eu aguentar, depois...... foi sofrer, mas dessistir.... NUNCA!!!


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Citação do dia (6)


(Corrida da Cruz Vermelha - 10 kms - 2011)


Nunca digas: "Não Consigo."
Diz Apenas: "AINDA NÃO CONSEGUI !"
 

Autor desconhecido (pelo menos para mim)

Hoje, a citação do dia é algo que me tem acompanhado ao longo da minha vida e que vou seguir na meia maratona de domingo, para combater a maldita da cabeça.

Mas quero ainda dedicar esta citação:

- ao Paulo (Goulart) – por todos os ensinamentos relacionados com o treino;

- ao Miguel – pelos treinos conjuntos;

- ao Isaac – com quem vou tentar fazer grande parte da prova;
 

- ao Paulo (Peres ) – pelo treino conjunto e por já ser Maratonista;

- a todos aqueles que de alguma forma me apoiaram;

- a todos aqueles que vão tentar no domingo fazer a Meia Maratona, fazer qualquer outra prova, ou apenas mais um treino;

- a todos aqueles que conseguem ultrapassar os seus limites;

... e em particular a todos aqueles que têm medo de não o conseguir.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A MALDITA ........ essa Cabeça !!!

(Meia Maratona de Lisboa - 2007 .......e com mais 12 kgs)

Quero começar por pedir desculpa por este desabafo, pois se existe um post típico de desabafo, este é um deles.

Perdoem-me, mas a 3 dias de fazer a minha 6ª Meia Maratona tenho que deitar isto tudo cá para fora, tenho que despejar tudo, ou ainda vou dar em louco até lá.

Voçês podem pensar que indo eu fazer a Meia Maratona pela 6ª vez, já deveria saber o que me espera, e como tal, nervoso seria coisa que eu não deveria estar.

Engano. Pois se por 5 vezes tentei a Meia Maratona, apenas por uma vez a consegui completar sempre a correr, e mesmo essa acabei-a num estado lastimoso, muito parecido à da foto acima.

Algumas das tentativas, se não mesmo a maioria, ou até mesmo a sua totalidade foram autênticas loucuras, pois lançei-me sem uma preparação adequada e o resultado foi conseguir correr apenas 14, 16 ou 18 kms e fazer o resto a andar, terminando num estado miserável, cheio de caimbras. Uma delas cheguei mesmo a começar a correr a 50 mts da meta, na vã tentativa de cortar a meta a correr, e fui logo obrigado a parar com caimbras nas 2 pernas, ficando ali quase 2 minutos sem conseguir sair do sítio, nem para a frente, nem para trás.

Mesmo aquela que consegui fazer sempre a correr tive que ser assitido ao km 18 pois estava com caimbras.

Eu sei que desta vez a preparação foi feita como deve ser. Eu sei que fiz treinos de 15, de 16, de 17 e até mesmo de 18 kms e acabei bem, e que para fazer a prova é só mais um bocadinho assim.......
Eu sei que são receios infundados, mas o que querem, tenho um turbilhão de pensamentos na minha cabeça e o facto de nestas 2 últimas semanas apenas ter treinado ao fim de semana não ajuda nada.

Para vos dizer a verdade tenho medo de como vou reagir psicologicamente no dia quando estiver diante dela, diante dos 21 kms, pois não quero acabar como na foto. 

Quero acabar BEM.

Pronto, já despejei tudo.

Mas uma coisa vos posso garantir nesse dia: Desistir...... NUNCA !!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Faz a TUA CORRIDA !!!


Há algum tempo atrás referi AQUI que estava a pensar fazer, em 2014, uma incursão pelo trail (ou montanha) como lhe queiram chamar, para além dos treinos que já fiz neste tipo de terreno.

Trata-se de uma corrida diferente das outras que existem no panorama nacional, de uma corrida que pode ser construida por ti, à tua medida.

Quem nunca quis participar numa prova:

- que não fosse apenas estrada;
- tivesse montanha mas não fosse técnica em demasia;
- que não fosse competitiva e o gosto pela corrida estivesse em primeiro lugar;
- que o companheirismo e a amizade fossem uma constante;
- que tivesse uma componente solidária;
- onde pudesses correr mais do que alguma fiz o fizeste, se tiveres vontade disso;
- onde pudesses correr menos se for isso que te apetecer;
- onde pudesses correr de madrugada, de manhã ou de tarde como te desse mais jeito;
- onde pudesses correr numa belíssima paisagem onde talvez nunca tenhas estado;
- onde pudesses correr num sítio carregado de simbolismo na História nacional

Se isto são coisas que já te passaram pela cabeça, esta é certamente uma prova que te interessa e onde te irás divertir.   

Por hoje não vou levantar mais a ponta do véu.

Brevemente desvendarei mais.......

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Não tem nada a ver..... (desta vez com o vídeo)

..... mas vale a pena ver!!!


Coreografia do Borussia de Dortmund no jogo em que eliminou o Málaga e carimbou a passagem às meias finais da Champions League.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Não tem nada a ver.....

..... mas vale a pena ver!!!



Coreografia do Borussia de Dortmund no jogo em que eliminou o Málaga e carimbou a passagem às meias finais da Champions League.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O meu REGRESSO .....

.... oficial às Meias Maratonas está marcado para daqui a menos de 2 semanas!


A expectativa de saber como vai correr, como me vou sentir, como vou acabar começa a aumentar a cada dia que passa.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Citação do dia (5)

(Foto retirada da Internet)



“Uma corrida começa no momento em que te esqueces que estás a correr” 

Anúncio da Adidas

Doces Kms

Porque um corredor também sente a necessidade de adoçar o seu estômago, e até porque o açúcar é uma fonte de energia, agora que se aproxima a grande velocidade o Natal, época dos mais diversos doces e iguarias, decidi partilhar aqui algumas receitas adaptadas pela Associação Portuguesa de Nutricionistas, e que permite não só desfrutar dessas mesmas iguarias, como também manter algum controlo das calorias a ingerir.

Aletria de canela com ovos

(Foto retirada da internet)



Ingredientes:

·         100g de aletria
·         4dl de leite magro
·         100g de açúcar
·         1 pau de canela
·         50g de creme vegetal para cozinha
·         3 gemas
·         Casca de limão
·         Canela para polvilhar

Reduziram-se 50g de açúcar da receita original, o que corresponde a 195,5Kcal.
  
Confecção:

Coze-se a aletria em água durante 5 minutos e escorre-se.

Em seguida leva-se o leite ao lume juntamente com a casca de limão, o açúcar, o pau de canela e a aletria e deixa-se cozer.

Depois de a aletria estar cozida, junta-se a manteiga e, fora do lume, misturam-se as gemas previamente batidas.

Leva-se ao lume apenas para que as gemas cozam ligeiramente. Serve-se a aletria polvilhada com canela.




O consumo de Canela permite um alívio do desconforto intestinal; prevenção e redução do risco de desenvolvimento de Diabetes?

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fascite Plantar


As lesões são algo de habitual qualquer que seja o desporto que façamos. No entanto, consoante o desporto que praticamos estamos sujeitos a ter uma maior probabilidade de contrair determinado tipo de lesões.

Quando praticamos atletismo de velocidade estamos mais sujeitos a lesões como por exemplo ruturas musculares, o que já não acontece tão frequentemente quando fazemos corridas de resistência, seja meio fundo, ou fundo.

No atletismo de longas distâncias existem algumas lesões que são piores que as outras e que nos levam a ficar mais tempo parados, num sofrimento constante de querer correr e não poder.
Por vezes pensamos até que já estamos recuperados, pois já não temos dores, e então recomeçamos a correr e …….. UUIIII!!!!, lá voltamos a ficar parados outra vez por mais 1 semana, …, 2 semanas, …., 3 semanas….

Uma das lesões que tenho ouvido recentemente falar dela, como sendo uma das mais chatas é a Fascite Plantar. Por enquanto apenas ainda me cruzei com a canelite e não tive ainda o prazer de conhecer  a Fascite Plantar (e espero que assim continue).

Não sou um expert no assunto mas quero partilhar algumas coisas que investiguei sobre a Fascite Plantar , e espero que seja útil. Deixo-vos ainda um vídeo, que me parece bastante bom para percebermos o que é, como se trata e como se evita.

A Fascite plantar é uma inflamação do tecido denso da sola do pé, que decorre do excesso de esforço, devido sobretudo a sobrecargas de treino. No entanto outras causas podem contribuir para o surgimento desta lesão:

CAUSAS:

- Alterações na formação do arco dos pés;
- Passada errada, nomeadamente uma pronação excessiva;
- Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna;
- Esforço excessivo da sola do pé.
- Aumento rápido demais da distância de treino;
- Como consequência de treinos de velocidade.

COMO EVITAR:

- Correr em terrenos macios;
- Fortalecimento muscular;
- Alongar sempre antes e depois de correr;
- Perder o peso excessivo;
- Palmilhas com acolchoamento do calcanhar para minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a absorção do impacto.

TRATAMENTO:

Inicialmente, a forma de se tratar a lesão é sempre conservadora, sendo feita com anti inflamatórios e analgésicos. Também é importante fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles (tendão da perna posterior).

Aos primeiros sintomas de fascite plantar deve-se massajar a planta do pé fazendo rolar por baixo dela uma bola de golfe, e aplicar gelo.

Se a dor se mantiver por mais do que 3 semanas deverá ser consultado um fisioterapeuta ou um fisiatra.

Deixo no entanto aqui um vídeo (em inglês) que explica mais detalhadamente, e de forma muito simples, o que é, como o devemos tratar e, acima de tudo, como podemos prevenir o seu surgimento.



Também a utilização da FITA Kinesio pode ajudar na recuperação e no alívio dos sintomas.

Por último, e como forma de prevenção não se esqueçam dos alongamentos pois estes podem ajudar fortemente na prevenção do seu surgimento:


Se por acaso estão parados por causa da maldita Fascite Plantar, espero que estas dicas possam ajudar e contribuir para uma rápida recuperação e regresso aos treinos.

Citação do dia (4)

Nota: Foto tirada em 2007 na Meia Maratona de Lisboa com alguns kgs a mais e muitas caimbras no final.




“A coragem é apenas um conjunto de pequenos passos” 


George Konrad